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A primeira vista, o título deste artigo pode parecer algo próximo de um ‘chororô de fã’. Nós até gostaríamos que fosse, mas infelizmente esse não é o caso.

Apesar de chegar a primeira posição das paradas de álbuns mais vendidos do Reino Unido e da Austrália em sua semana de estréia, o quarto álbum de estúdio da 5 Seconds of Summer, ‘CALM’, não conseguiu o mesmo feito nos Estados Unidos.

Um dia após o lançamento do disco – marcado para 27 de março – e o início das vendas, a 5 Seconds of Summer ‘surgiu’ na #62 posição da Billboard 200. Normalmente, entre a data de lançamento de um álbum e a sua estréia na lista há um período de uma semana de vendas que contribui para que o material consiga uma boa colocação.

A estréia após apenas um dia de vendas significou não só uma posição baixa para a banda e poucos discos vendidos (foram computadas apenas 11 mil cópias), como também a quebra de um histórico glorioso: até então, a 5SOS havia colocado seis lançamentos nas mais altas colocações da parada de álbuns norte-americana. Destes, três discos de estúdio debutaram direto no 1º lugar – ‘5 Seconds of Summer’ (2014), ‘Sounds Good Feels Good’ (2015) e ‘Youngblood’ (2018). A marca fez do grupo o primeiro conjunto não vocal a ter todos os seus discos estreando no topo da Billboard.

Pegos de surpresa pela notícia da estréia antecipada no sábado (28 de março), os fãs de Ashton Irwin, Calum Hood, Luke Hemmings e Michael Clifford ficaram alguns minutos questionando nas redes sociais o que havia de fato acontecido – alguns levantaram a teoria de que um erro do iTunes norte-americano havia feito com que o disco saísse 1 hora antes do horário correto.

Até que a banda se pronunciou: “Ei, pessoal! Nós descobrimos há alguns dias que por conta de um erro logístico, cerca de 10 mil cópias do nosso álbum foram enviadas mais cedo nos Estados Unidos. Esses discos vão aparecer na parada da Billboard desta semana, uma semana antes do que o nosso álbum estava previsto para estrear na lista. Nós ainda queremos que o nosso disco fique o melhor posicionado possível na próxima semana. Também queremos agradecer a todos vocês, todo mundo que está fazendo stream do álbum ou que comprou uma cópia. Vocês realmente são os melhores fãs que nós poderíamos ter e nós os amamos!”

 

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Começou, então, uma corrida para que o ‘CALM’ conseguisse a 1ª posição em sua segunda semana de vendas em solo americano e em sua estréia nos demais países. Os fãs e a banda se mobilizaram em centenas de stream parties para ouvir o disco nas plataformas digitais; o grupo disponibilizou produtos exclusivos acompanhados de cópias do álbum, especialmente para aqueles que moram nas regiões com as principais paradas musicais – Estados Unidos, Reino Unido e Austrália.

No Reino Unido – onde não houve erro no envio dos discos – a batalha da 5SOS para o 1º lugar foi especialmente contra o segundo álbum de estúdio da cantora Dua Lipa, ‘Future Nostalgia’, aclamado pela crítica e pelos fãs de música pop. Na terra da rainha, a corrida ficou apertada até os últimos dias de contagem. Por fim, a 5 Seconds of Summer conseguiu levar a 1ª posição com apenas 550 unidades de diferença para o 2º lugar.

Na Austrália – onde também não houve erro no envio dos discos – a 5SOS levou a primeira posição com mais tranquilidade, ficando na frente também de Dua e de ‘Gigaton’, o novo disco da banda Pearl Jam.

Voltando aos Estados Unidos, além da briga pela reparação do legado da banda, havia outra ‘pedra’ no sapato da 5 Seconds of Summer: ‘After Hours’, o sexto disco de estúdio do cantor canadense The Weeknd, havia vendido mais de 400 mil cópias em sua semana de estréia e estava cotado para continuar na 1ª posição da Billboard em sua segunda semana de vendas com a comercialização de 85 a 90 mil cópias totais.

Para a 5SOS, a previsão inicial do Hits Daily Double (HDD) – site famoso por antecipar com pouca margem de erro os números da indústria musical – era de que de 70 a 80 mil cópias totais seriam vendidas na primeira semana, ainda sem considerar as 11 mil cópias queimadas antes da data correta de estréia.

No dia 3 de abril (sexta-feira), em sua provável última atualização antes da publicação da lista oficial pela Billboard, o HDD não deu os números finais de ‘After Hours’ e ‘CALM’, justificando que a corrida pelo 1º lugar estava muito apertada.

Já no dia 4 (sábado), algumas horas antes da publicação oficial da Billboard 200, o HDD retornou com sua previsão final: ‘After Hours’ pegaria o 1º lugar com 135 mil cópias vendidas e ‘CALM’ ficaria com a 2ª posição com um total de 132 mil unidades comercializadas.

Foi então que, depois da corrida pela venda do maior número possível de cópias do ‘CALM’ e de horas e horas de streaming, uma segunda fase da guerra entre os fãs da 5 Seconds of Summer e a Billboard começou: a revista PRECISAVA reconsiderar as 11 mil cópias perdidas na primeira semana e corrigir a posição do disco, em respeito ao legado da banda e a integridade da lista.

Além de levantar hashtags no Twitter pedindo a recontagem (#BillboardCountThe10K | #BillboardCountThe10KSales #billboardrecalculate | #BillboardDoTheRightThing), a 5SOSFam criou uma petição na esperança de que a previsão do HDD não se confirmasse caso a Billboard optasse por corrigir os seus números finais.

A movimentação contou com o apoio de algumas figuras importantes no universo da banda: Crystal Leigh, a noiva do guitarrista Michael Clifford, Andy DeLuca, diretor criativo da banda, e Sarah Eiseman, fotógrafa e namorada de Andy.

Além deles, alguns veículos publicaram artigos sobre a situação da banda, dentre eles a Rolling Stone (Austrália), a Alternative Press, o The Music Network e a versão virtual do jornal britânico Daily Mail.

No caso dos fãs, as mensagens postadas não eram baseadas apenas na idolatria pela banda. Grande parte delas eram motivadas ainda pelo histórico de artistas como Ariana Grande, Harry Styles e Justin Bieber – citados por eles como cantores que também tiveram seus discos ‘enviados’ mais cedo mas que não foram prejudicados em suas estreias na Billboard 200.

No domingo (5 de abril), a nova edição da parada de discos foi publicada e infelizmente a previsão do HDD foi confirmada: ‘After Hours’ ficou na 1ª posição com 138 mil cópias totais vendidas e ‘CALM’ no 2º lugar com um total de 133 mil unidades. As 11 mil cópias queimadas antes da hora, no fim, fizeram toda a diferença para a 5 Seconds of Summer.

No artigo sobre a atualização da lista, a revista explicou: “‘CALM’ estreou mais cedo na Billboard 200 durante a semana do dia 26 de março, na posição #62, com um total 11.000 CDs vendidos em um combo de ingressos para shows da próxima turnê da banda nos Estados Unidos. Os CDs foram entregues erroneamente aos clientes antes da data correta de lançamento do álbum, 27 de março, devido a um erro administrativo. Os compradores receberam o disco aproximadamente no dia 23 de março. As regras da Billboard determinam como ‘venda de álbum’ a data em que o cliente recebe o disco, durante a semana de acompanhamento das vendas para registro da lista.”

“‘CALM’ é o mais recente álbum a estrear antes da data prevista na Billboard 200 e subir para o TOP 10 após sua primeira semana de vendas. Um exemplo, também recente e memorável, foi quando o disco ‘Anti’ da Rihanna estreou na #27 posição em 2016, após dois dias de streaming no Tidal e um dia de vendas na mesma plataforma. Ele alcançou a #1 posição na semana seguinte, após seu lançamento em todos os revendedores digitais. Antes do ‘Anti’, álbuns também bem colocados como ‘In Rainbows’ do Radiohead, ‘Life After Death’ do Notorious BIG e ‘Destiny Fulfilled’ do Destiny’s Child’s estrearam mais cedo na lista devido a violação das datas determinadas para o início das vendas em lojas de discos (quando a Billboard 200 era baseada apenas em vendas de álbuns físicos) e subiram para o TOP 10 em sua segunda semana na lista.”

Em resumo, para a Billboard o problema não foi causado por eles e por isso também não poderia ser solucionado por eles.

Além dos fãs, do círculo de profissionais e amigos da banda, outro grupo de pessoas não aceitou o posicionamento da revista: alguns radialistas norte-americanos. Após a publicação da nova edição da parada, parte deles se juntou aos admiradores da 5SOS em uma nova rodada de reclamações nas redes sociais:

Até a finalização deste texto, nenhum integrante da 5 Seconds of Summer se manifestou diretamente sobre toda a confusão relatada acima. Luke Hemmings, Calum Hood e Michael Clifford fizeram apenas publicações sobre o apoio dos fãs:

Já Ashton Irwin foi um pouco mais longe e curtiu postagens que mencionam explicitamente a Billboard e a questão da estréia antecipada:

ATUALIZAÇÃO (07.04):

Michael mencionou indiretamente a questão em uma transmissão na Twitch; ele disse que a banda vê a movimentação dos fãs e os agradeceu por isso:

Ashton Irwin publicou um vídeo em seu Twitter pontuando a questão:

Texto: Fernanda Lima (Equipe 5SOS Brasil)
Colaboração: Bárbara Ferrareze, Beatriz Ribeiro, Laís Batista e Larissa Rhouse (Equipe 5SOS Brasil)

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Arquivado em: Álbum , Calm , Luke Hemmings , Notícias

Se há uma época apropriada para um álbum chamado ‘CALM’ ser lançado, ela é agora – e felizmente a 5 Seconds of Summer é a banda que fez isso.

Após o sucesso do single ‘Youngblood’ no verão de 2018, o grupo realizou a enorme turnê ‘Meet You There’ e formulou sua próxima era artística. Liderada pelo lançamento do single ‘Easier’ em 2019, a nova direção seguida pela banda pareceu ser tão cinética quanto os lançamentos de seus álbuns anteriores, incluindo seu álbum auto-intitulado de estréia e ‘Sounds Good Feels Good’. O videoclipe da primeira música de trabalho do novo disco é cheio de suor e mistério, e traz seus integrantes com riffs de guitarra e água – literalmente – até o pescoço. ‘Easier’ pode não ter sido tão próxima de um hino quanto as músicas que deram início a 5 Seconds of Summer, como ‘Good Girls’ ou ‘She Looks so Perfect’, mas provocou os fãs de uma maneira totalmente nova, uma forma pós-boyband.

O segundo single lançado, ‘Teeth’, virou de cabeça pra baixo as posturas tão ‘geladas quanto gelo’ mostradas pelos membros da banda em ‘Easier’; liderada por gritos bem colocados, linhas de baixo agitadas e apoiada em uma bateria bem marcada em toda a sua extensão, ela foi um alarme abrasivo para os fãs da banda se prepararem para a virada trazida pelo seu novo material.

Agora, com seu mais recente álbum ‘CALM’ oficialmente lançado e estreando como número #1 no Reino Unido, a banda está pronta para apresentar aos fãs um novo catálogo cheio de energia. Faixas como ‘Wildflower’ e ‘Not in The Same Way’ se destacam como músicas habilmente escritas que representam os altos e baixos do amor para uma geração lutando por formas de mostrar afeto de verdade. Claramente, nem todas as músicas são tão abrasivas e agitadas quanto ‘Teeth’; ‘Old Me’ ocupa o banco da frente no grupo de faixas de fácil escuta e importante reflexão. O ‘CALM’ é um álbum pouco preocupado em ser apenas uma coisa, e mais preocupado em mostrar as diversas habilidades sonoras e de composição da banda.

‘CALM’ da 5 Seconds of Summer acaba não sendo tão calmo. Ele é tenso, mas sucinto: combina riffs de guitarra sujos, vocais secos, linhas de baixo borbulhantes e letras apaixonadas. É um álbum tão “calmo” quanto a vida pode ser.

Leia a entrevista completa da PAPER com o vocalista da 5 Seconds of Summer, Luke Hemmings, abaixo, onde ele desconstrói o ‘CALM’ e fala sobre como foi produzir as suas faixas.

Hoje tive a chance de sentar e digerir o ‘CALM’ tranquilamente, foi tão bom. Eu tenho todo o tempo do mundo para ouvir as músicas de todo mundo, é incrível.

É quase como se você tivesse tempo demais.

Eu cobri o lançamento de ‘Easier’ no início do ano passado e, por isso, tem sido interessante ver como o ‘CALM’ se desenvolveu deste então. Ele é ‘O ÁLBUM’.

Muito obrigado. Nós lançamos ‘Easier’ há um bom tempo, hein? Saíram um monte de outras músicas desde então.

Sim, ele abriu a era.

É estranho lançar o álbum sem ter o resto da banda na mesma sala e não estarmos viajando pelo mundo juntos, mas também é algo bom. Assim como você, eu consigo digerir esse lançamento de uma maneira muito diferente do que como foi com os outros álbuns. Obviamente, o que está acontecendo é terrível, e não é um bom momento para o mundo em si, mas, ao mesmo tempo, tenho o privilégio de estar em casa e lançar o disco. Ser capaz de absorver tudo e fazer as coisas de uma maneira diferente e ver os pontos positivos nisso tudo.

Parece um ambiente mais controlado? Tipo, você consegue observar as reações dos fãs nas mídias sociais e ainda pode interagir com os outros membros da banda online ou via mensagens de texto? É um pouco mais tranquilo?

É mais tranquilo quase de uma maneira ‘quieta até demais’. Nossas turnês promocionais são bastante pesadas, nós estamos em todos os lugares, o tempo todo, fazendo um monte de coisas. Temos sorte de poder fazer essas coisas. Mas tem sido bom, como você disse, [agora] fazemos um monte de coisas de casa e pensamos no que os fãs gostam. ‘Eles gostam disso?’ E então, conversamos com nossa equipe e a banda no FaceTime ou no Zoom ou o que quer que seja, e pensamos fora da caixa. Embora todo álbum seja lançado para os fãs, parece que dessa vez o foco está mais neles do que nunca.

E o álbum é intitulado ‘CALM’. É quase como uma indicação para que todos fiquem calmos neste momento. É meio estranho como tudo se alinha.

Sim, é meio estranho. Essa é definitivamente uma das formas de olhar para isso.

‘Easier’ foi o projeto que levou à exploração e construção dos temas que moldaram o resto do ‘CALM’?

Bem, existem dois lados, mas no lado da escrita, obviamente, todas as músicas que escrevemos têm um impacto na linha que decidimos seguir. Eu acho que ‘Easier’ foi uma das primeiras faixas [produzidas], mas músicas como ‘Red Desert’, para mim pessoalmente como compositor, moldaram o álbum na parte criativa. Pensando no lançamento, acho que ‘Easier’ e ‘Teeth’ são bastante sombrias, elas representam um lado mais sombrio do álbum. Quando chegamos a ‘No Shame’, senti como se houvesse um lado mais leve e mais completo nessa música, quase como uma vibração irônica. Acho que essa sensação cresceu com ‘Old Me’ e tudo se tornou mais reflexivo, então veio ‘Wildflower’ – que é muito vibrante, o total oposto de músicas como ‘Teeth’; é assim que eu pensaria ao ouvir o álbum.

Entendi.

Eu acho que ‘Easier’ obviamente molda o disco, porque *é* a primeira música [lançada]. Na verdade, nunca lançamos um álbum em que 40% das músicas saíram antes do lançamento do disco. É o que muitas pessoas estão fazendo no momento para fins de streaming e outras coisas. Tem sido realmente, por muitas razões, um lançamento interessante.

Você até já remixou uma música – ‘Best Years’ – para o aplicativo Calm. Eu imagino que ela seja uma das faixas que também moldaram o álbum.

Eu amo essa música. Eu acho que é a mesma coisa. Este álbum tem um lado mais leve e esperançoso, que eu realmente adoro. Acho que estávamos muito sombrios no terceiro álbum e até no segundo, suponho, há muitos momentos sombrios nele. Eu acho que este tem isso. Ele tem esse tom. Não que eu esteja nos comparando com *o* cara, mas existe uma vibração meio Johnny Cash em muitas músicas. Mas também tem essa esperança no final, e acho que ‘Best Years’ é um bom exemplo disso. Eu não sei se é o momento pelo qual estávamos passando [nos outros discos], ou se estávamos com medo, ou achamos que deveríamos ser um pouco mais sombrios – mas esse álbum, ele foi construído de uma forma mais livre. Eu acho que ‘Best Years’ não teria sido uma música certa para o último álbum ou o álbum anterior. Ela foi escrita apenas com um violão e em grande parte do processo éramos apenas eu e Ryan Tedder em uma sala. Ela é um bilhete de amor muito bonito. Ela é quase como uma promessa em uma música: mostre amor.

Uma das diferenças que coloco entre o ‘CALM’ e os álbuns anteriores é que este é mais um álbum para curtir tranquilo. Eu não me levantaria e dançaria o ouvindo, mas eu poderia acompanhar o ritmo das músicas e curtir. Isso é difícil de conseguir com um disco pop.

Algumas das faixas deste álbum gravamos ao vivo como uma banda e, em seguida, escrevemos a música por cima da base, o que explicaria um pouco da sensação de ‘jam’.

Quais?

‘No Shame’, com certeza.

‘Not In The Same Way’ também foi assim?

Ela veio de uma linha de baixo e uma sessão mais descontraída; ‘Teeth’ também surgiu assim, uma sessão tocando sem pretensão e uma linha de baixo, e ‘Lover of Mine’ foi composta em casa. Não tem um padrão. Mas definitivamente teve mais a alma da banda, se isso faz sentido.

Quando eu penso nos álbuns anteriores da banda, parte das letras deles têm esses ‘hinos’ que se destacam e ficam presos na nossa cabeça. Enquanto neste álbum eu diria que a instrumentação é o que mais se destaca, é o que fixa nos nossos ouvidos.

É estranho, agora que você está falando sobre isso, estou aprendendo mais sobre o álbum. Algumas coisas acontecem mas você não pensa sobre elas. Mesmo pensando no disco agora: ele está dividido entre ‘jam’ – eu odeio a palavra ‘jam’, mas é a única que existe para isso – e músicas feitas de forma acústica com a letra sendo escrita depois.

Você se lembra da primeira faixa que vocês se reuniram para escrever para o ‘CALM’?

Eu achava que havia sido ‘Red Desert’, mas acho que ‘High’ foi a primeira faixa escrita para o álbum, o que meio que deu um tom para as composições dele. Então, quando escrevemos ‘Red Desert’ sozinhos, como uma banda, nós entendemos o que queríamos fazer não só liricamente, mas também sonoramente com esses grandes vocais. Isso meio que abriu caminho para outras músicas como ‘Wildflower’.

Vocês tiveram que tirar algumas músicas do álbum que você gostaria de ter deixado?

Geralmente escrevemos 100 músicas para os nossos álbuns. Essa foi a única vez que fizemos de 20 a 25 músicas. Eu acho que é porque entendemos melhor como queríamos soar e sabíamos disso desde o início.

‘Not In The Same Way’ é uma faixa que realmente se destacou para mim. Eu queria perguntar especificamente sobre o processo de produção dessa música e o que significa tê-la no disco.

Sim, essa música foi escrita muito rápido, e foi um dos momentos mais animados no estúdio, eu acho. Eu e Ash estávamos lá, e Andrew tinha essa linha de baixo [imita ruídos de baixo] e então começamos a cantar, fomos seguindo e tudo meio que aconteceu muito rapidamente. Muitas vezes, esse processo é longo e você se sente o pior compositor do mundo, e essa foi uma das ocasiões em que tudo se encaixou rapidamente. Lembro de sair do estúdio depois disso e dizer: “porra, é por isso que eu amo escrever!”

Você tem um buzz.

Esse foi um dia em que o processo pareceu fácil. Se você consegue passar por um desses dias em que está escrevendo e acaba com uma música que você ama, ele se torna um ótimo dia. Essa faixa tem a minha ponte preferida no álbum, porque a ponte obviamente fala de um momento tumultuado no começo de um relacionamento. É sobre o medo de pular de cabeça nele, de nos machucarmos; ela foi escrita da perspectiva feminina. Estou cantando a partir da perspectiva masculina e essa ponte é sobre o outro lado. Há dois lados em toda história. Eu amo [essa] história, na verdade. É muito honesta. Acho que nunca fizemos uma música assim antes.

De onde veio essa perspectiva conversacional, a narrativa e o diálogo na letra?

Bem, é sobre mim e minha atual namorada, e ela é incrível. Talvez por Ashton também estar lá, ele tenha escrito sobre outra pessoa, mas esse é o ponto sobre o qual eu estava escrevendo. Ela é um lindo ser-humano. A letra poderia ser descrita como… quando os piores momentos são escritos no papel, não parecem algo bom. Era muito importante ter o outro lado dos acontecimentos, porque muitos dos erros são meus, sabe? [Era importante] ter uma voz dizendo de volta para mim: “O que você diria sobre isso? O que ela sente por você? O que você fez para causar isso?”

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Ha Long Bae 🥰

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Eu também queria perguntar sobre as apresentações ao vivo desta era. Que músicas vocês já tocaram ao vivo?

Tocamos bastante ‘Easier’. Tocamos muito ‘Teeth’. Tocamos ‘No Shame’ uma vez. Nós ensaiamos muito. Tenho a sensação de que tocaremos essas músicas na turnê, espero. No momento, estamos seguindo, mas espero que as coisas se resolvam e ainda possamos tocar. Haverá muitas coisas do quarto álbum na estrada.

Vocês também tocaram no show beneficente contra os incêndios florestais no mês passado, como foi essa experiência?

Essa foi a primeira vez que tocamos ‘No Shame’. Esse era o show sobre o qual eu estava falando. Quero dizer, voltei [para a Austrália] na época do Natal e vi em primeira mão os efeitos dos incêndios. Eles chegaram muito perto da casa dos meus pais. Felizmente, não a atingiram, mas o céu ficou vermelho e foi um período muito triste. Fazer um show e tocar para uma multidão é algo ‘fácil’, poder fazer isso com esse tipo de poder e positividade por trás, com pessoas se unindo por uma causa tão grande, é algo que fazemos sem nem pensar. Foi realmente especial. Eu sempre quis tocar naquele lugar e, como eu disse, [lutar] por essa causa, foi realmente muito especial. Foi um motivo triste, mas foi um evento muito legal.

Você conseguiu interagir com algum outro artista? Vi que o line-up estava cheio.

Havia muita gente lá. Vi a banda do Alice Cooper na área de alimentação. [Risos] E então eu vi Adam Lambert nos observando na lateral do palco!

Meu Deus, quanta pressão!

Ele estava usando uma jaqueta verde de oncinha, não dava para não perceber ele ali. Ele é incrível pra caralho!

Fonte: Paper Magazine
Tradução/Adaptação: Fernanda Lima (Equipe 5SOS Brasil)

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Conquistando o seu quarto número #1 na ARIA Albums Chart com o disco ‘CALM’, os garotos da 5 Seconds of Summer se tornaram os terceiros artistas australianos a ficarem na primeira posição em 2020. A banda de Sydney também se tornou o segundo grupo da Austrália, depois do Silverchair, a ter seus primeiros quatro álbuns de estúdio estreando em #1 na ARIA Charts.

Ao ser informada sobre seu triunfal nº 1, a banda disse: “Estamos impressionados com a notícia de que nosso quarto álbum, ‘CALM’, alcançou o topo das paradas australianas nesta semana. Ter nossos primeiros quatro discos no 1º lugar em nosso país é tão especial; não conseguimos agradecer aos nossos fãs o suficiente por tornarem isso possível. Obrigado a todos que ouviram o disco esta semana. Esperamos que ele tenha trazido alegria a vocês em tempos tão difíceis. Enviamos todo o nosso amor a todo mundo por aí. Fiquem seguros e bem.”
 
O CEO da ARIA, Dan Rosen, disse: “Parabéns a Ashton, Calum, Luke, Michael e toda a equipe da 5 Seconds of Summer por essa conquista incrível! Conseguir um álbum número #1 é difícil em qualquer momento, mas liderar a ARIA Charts em uma época de tanta incerteza mostra o quanto a música deles significa para os fãs na Austrália. Seu sucesso internacional também prova que nesses tempos de isolamento, a música australiana ainda leva esperança e otimismo a todo o mundo.”
 
Estreias:

#1: ‘CALM’ da 5 Seconds of Summer – A banda de Sydney 5 Seconds of Summer conquistou seu quarto álbum número #1 na ARIA Charts com ‘CALM’. Lançado dois anos depois de ‘Youngblood’ (#1 em junho de 2018), o disco trás os singles ‘Easier’ (#12 em junho de 2019) e ‘Teeth’ (#15 em setembro de 2019), assim como sua nova entrada no TOP 50, ‘Old Me’ (#39 nesta semana). Os dois primeiros nºs #1 da 5SOS vieram com seu disco auto-intitulado de estréia (nº #1 em julho de 2014) e ‘Sounds Good Feels Good’ (nº #1 em novembro de 2015).
 
#2: ‘Future Nostalgia’ da Dua Lipa – Ao lançar seu segundo álbum, ‘Future Nostalgia’, Dua Lipa conquista o melhor pico da sua carreira na ARIA Albuns Chart. O disco chega a lista três anos depois de seu álbum auto-intitulado de estréia (#8 em abril de 2018), que já está a 77 semanas no TOP 50. ‘Future Nostalgia’ inclui os singles TOP 10 ‘Don’t Start Now’ (#2 em dezembro de 2019), ‘Physical’ (#9 em abril de 2020) e o novo single ‘Break My Heart’ (estreando na 7ª posição).
 
#3: ‘Gigaton’ do Pearl Jam – Os veteranos do rock norte-americano Pearl Jam conquistam seu décimo segundo TOP 10 na ARIA Albuns Chart com ‘Gigaton’. O décimo primeiro álbum de estúdio da banda de Seattle é o primeiro desde ‘Lightning Bolt’ (nº 1 em outubro de 2013). Em 2017, o Pearl Jam foi introduzido ao Rock And Roll Hall Of Fame. A banda já alcançou o primeiro lugar com ‘Vs.’ (#1 em outubro de 1993), ‘Vitalogy’ (#1 em dezembro de 1994), ‘No Code’ (#1 em agosto de 1996), ‘Yield’ (#1 em fevereiro de 1998), ‘Binaural’ (#1 em maio de 2000), ‘Riot Act’ (#1 em novembro de 2002) e ‘Backspacer’ (#1 em setembro de 2009).

Confira a lista completa de estreias na ARIA Albuns Charts desta semana aqui

Fonte: ARIA Charts
Tradução/Adaptação: Fernanda Lima (Equipe 5SOS Brasil)

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Além disso, há grandes entradas novas de Skepta/Chip/Young Adz, Pearl Jam e Partynextdoor na parada de álbuns desta semana

A batalha entre a 5 Seconds of Summer e Dua Lipa pelo álbum número #1 desta semana foi muito acirrada; mas a banda de rock australiana foi quem triunfou no apito final com seu novo álbum, ‘CALM’.

O quarto álbum da 5SOS ocupa o primeiro lugar da Official Albums Chart desta semana, terminando apenas 550 unidades à frente de ‘Future Nostalgia’ da cantora Dua Lipa. Este é o segundo disco número #1 da banda no Reino Unido, depois da vitória de ‘Sounds Good Feels Good’ em 2015.

83% do total de vendas de ‘CALM’ em sua semana de estréia veio de cópias físicas, incluindo 12.000 fitas. Já ‘Future Nostalgia’ teve um desempenho uniforme nos formatos físico e de streaming; cada um contribuiu com pouco mais de 40% do total das vendas. Além disso, o álbum conquistou a posição número #1 da Official Vinyl Albums Chart, com 3.000 cópias totais.

Comemorando a conquista, a 5SOS disse ao Official Charts: “Que conquista extraordinária e que verdadeira amostra da base de fãs mais brilhante do mundo. Um álbum número #1 no Reino Unido.”

“Para as pessoas que ouvem a nossa música: é tão difícil descrever a alegria e satisfação que nós temos por escrever músicas para vocês ouvirem e curtirem enquanto trilham as suas vidas. É um prazer estar em uma jornada tão icônica com vocês, ao mesmo tempo em que crescemos juntos, e a nossa música avança por novas áreas da imaginação. No estado em que o mundo se encontra neste momento, nós esperamos que o nosso álbum CALM tenha os trazido alegria e seja uma trilha sonora que estimule o escapismo dos limites dos seus quartos. O CALM foi criado exatamente por esse motivo. Recebam todo o nosso amor. Fiquem bem e continuem apoiando uns aos outros!”

‘Future Nostalgia’ – o segundo disco de Dua – ocupa o segundo lugar da lista e marca o melhor desempenho da cantora na parada britânica até o momento; seu álbum de estréia atingiu a 3ª posição. Ele aparece no TOP 40 desta semana, subindo nove posições até a colocação #19.

O novo álbum colaborativo de Skepta, Chip e Young Adz, ‘Insomnia’, completa o TOP 3 desta semana. A entrada marca o terceiro álbum TOP 10 de Skepta, o terceiro e o primeiro de Chip em nove anos e o primeiro de Young Adz (quarto, se consideramos o seu trabalho no D-Block Europe).

Os gigantes do rock Pearl Jam conquistaram sua nona entrada no TOP 10 com ‘Gigaton’, na 6ª posição; o cantor/produtor canadense Partynextdoor entrou na 7ª posição com seu terceiro álbum, ‘Partymobile’; o greatest hits de Elton John, ‘Diamonds’, subiu nove posições para a 10ª, após o show beneficente feito pelo cantor em sua sala de estar no domingo.

Por fim, o rapper e cantor americano Joyner Lucas entrou na posição #16 com seu álbum de estréia, ‘ADHD’, e Brian Fallon, do The Gaslight Anthem, chegou ao número #32 com seu terceiro disco solo, ‘Local Honey’.

Fonte: Official Charts
Tradução/Adaptação: Fernanda Lima (Equipe 5SOS Brasil)

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Toda semana nós fazemos a um artista ou banda uma série de perguntas rápidas que começam com ‘meu/minha primeiro/primeira’; falamos sobre desde os seus primeiros shows até a primeira vez em que eles ficaram bêbados. Dessa vez, os convidados são a banda australiana de pop-rock 5 Seconds of Summer, cujo quarto álbum, ‘CALM’, está em primeiro lugar nas paradas britânicas

O fato de que a 5 Seconds of Summer, uma banda pop-rock de Sydney, estava lutando com Dua Lipa pelo primeiro lugar da parada de álbuns do Reino Unido nesta semana diz tudo o que você precisa saber sobre quão populares eles são. A cantora estava cotada para ganhar, mas no meio da semana os rapazes a superaram com a venda de cerca de 7.000 cópias do seu quarto álbum. Hoje, a Official Charts anunciou que a banda venceu por pouco a rainha pop da Grã-Bretanha e conquistou o primeiro lugar e seu segundo álbum número #1 aqui no Reino Unido.

A 5 Seconds of Summer, como você pode notar – chamada também de ‘5SOS’ -, inspira níveis de devoção próximos aos do One Direction, especialmente desde que eles abriram uma turnê de Harry Styles e companhia em 2013; apresentações que lhes trouxeram reconhecimento mundial antes mesmo de lançarem seu single de estréia.

Desde o lançamento do seu primeiro single, ‘She Looks So Perfect’, em 2014 – que também chegou ao primeiro lugar no Reino Unido -, a banda acumulou centenas de milhões de streams e fez shows em arenas em todo o mundo. Com seus integrantes ainda na faixa dos vinte anos, a 5SOS – composta por Luke Hemmings e Michael Clifford nos vocais e guitarra, além de Calum Hood no baixo e Ashton Irwin na bateria – cresceu na estrada, uma experiência que forma a base temática do seu novo álbum, ‘CALM’. Em honra ao lançamento do disco, nos juntamos a Hemmings e Clifford para falar de assuntos que vão desde o início da banda até as suas compras mais extravagantes.

‘A primeira vez’ que vocês se conheceram…

Luke Hemmings: Conheci o Calum e o Michael no dia de orientação do sétimo ano. Fiquei bastante nervoso num primeiro momento, porque eu não tinha nenhum amigo naquela época e eles já estavam na escola há alguns anos. Ashton e eu nos conhecemos no cinema. Um cara estava enchendo meu saco e ele me defendeu, então imediatamente pensei que ele era um cara legal. A segunda vez que vi Ashton foi no nosso primeiro ensaio como banda. Isso foi na casa do Michael e fiquei impressionado com quão bom baterista ele era. Quando começamos eu tinha só 15 anos; obviamente não percebemos naquele momento a longa jornada que viveríamos, ainda sim, mesmo naquela época, parecia que tínhamos algo especial, com certeza.

Michael Clifford: Eu conheci o Calum quando estava no segundo ano, o Luke quando estava no sétimo ano e o Ashton quando estava no nono ano. Calum se tornou meu melhor amigo logo no primeiro dia. Luke e eu nos odiávamos e brigávamos por garotas. Ashton era como nosso irmão mais velho; ele nos levava para os lugares e nos dava conselhos.

‘A primeira vez’ que vocês se apresentaram para uma platéia…

LH: O primeiro show que fizemos foi em um pub em Sydney chamado Annandale Hotel para aproximadamente 12 pessoas. Lá dentro cheirava a uma mistura de cerveja velha e xixi. Nós pensamos que fossemos ter umas 100 pessoas no público, mas acabamos talvez exagerando na conta… Foi o melhor/pior show da minha vida. Eu nunca vou me esquecer dele.

MC: Era 3 de dezembro de 2011. Esse foi também o primeiro dia oficial da 5SOS como banda. Foi um momento tão especial que o recriamos no videoclipe de ‘Old Me’ – nele visitamos todas as passagens importantes para nós durante o nosso crescimento.

‘A primeira vez’ que você ficou bêbado…

MC: A primeira vez que fiquei bêbado foi com os outros caras da 5SOS no meu aniversário de 16 anos. Eu acho que bebi o vinho do porto dos meus pais. Não foi bom. Nunca mais bebi vinho do porto. Mas passei por uma fase em que ficava muito bêbado; já superei isso agora. Ocasionalmente, tomo uma sidra ou um drink de gim (obrigado Ryan Reynolds por me viciar nisso), mas não fico super bêbado mais.

‘A primeira vez’ que você se apaixonou de verdade…

MC: Quando conheci minha noiva, Crystal. Sou um homem incrivelmente sortudo por ter aprendido o que é amor verdadeiro. É engraçado como assim que você o encontra, todo o resto da sua vida se encaixa no lugar certo. Você olha para trás e todo o seu passado faz sentido, como as coisas que teve que aprender para chegar à uma versão de si mesmo que pode lidar com responsabilidades e aceitar o amor verdadeiro. Ajudamos um ao outro a nos tornarmos as melhores versões de nós mesmos e continuamos aprendendo e crescendo todos os dias.

‘O primeiro’ disco que você comprou…

LH: O primeiro disco que comprei com meu próprio dinheiro foi ‘The Young And The Hopeless’ do Good Charlotte. Mas o primeiro álbum que ouvi sem parar era do meu pai: o ‘Back In Black’ do AC/DC. Eu amo o espírito do início do punk pop e incorporamos isso nos nossos primeiros álbuns. O fato do AC/DC ser uma banda australiana tão grande é definitivamente algo que eu carrego comigo, e isso significa ainda mais para nós por [também] sermos [uma banda da] Austrália. Meu gosto musical agora é todo misturado, mas geralmente acabo caindo no som dos anos 80 na minha playlist.

MC: ‘Curtain Call’ do Eminem é o melhor CD de todos os tempos. Ainda é o meu favorito até hoje.

‘A primeira vez’ que você usou um figurino no palco…

LH: No início nossos figurinos eram muito simples. Não tínhamos dinheiro e provavelmente não tínhamos bom gosto. Jeans skinny pretos e Vans eram o uniforme antes de melhorarmos e começarmos a experimentar estilos diversos e incorporar influências diferentes ao nosso figurino. Muita coisa dos anos 1970, 1980 e 1990. Eu amo o Michael Hutchence do INXS e o que ele vestia. E o AC/DC, por ser uma das maiores bandas australianas de todos os tempos, ainda é um grupo que carrego comigo.

MC: Eu ainda não tenho [um figurino]. A maneira como me visto no palco é como me visto na vida real, sempre foi. Não existe um ‘eu do palco’ e um ‘eu normal’.

‘Sua primeira’ celebrity crush foi…

MC: Jessica Alba. Minha número 1! É engraçado porque ainda a admiro, mas por motivos diferentes. Minha noiva também a admira. Ela é muito inspiradora.

‘A primeira vez’ que você ganhou dinheiro como músico…

MC: Eu não tenho certeza se isso conta, mas eu e o Calum, nosso baixista, tocamos do lado de fora de um shopping com um ukulele e alguém nos deu 50 dólares. Nós imediatamente saímos e compramos outro ukulele. É seguro dizer que só um ukulele era suficiente. Nós nunca mais ganhamos dinheiro tocando na rua.

LH: Antes da banda, eu costumava tocar em qualquer lugar que pudesse e por muito tempo eu ganhei mais dinheiro fazendo isso do que nos primeiros anos na 5SOS.

‘A primeira vez’ que você gastou todo o seu salário…

MC: Eu sou viciado em jogos de tabuleiro. Posso entrar na Amazon e comprar milhares de miniaturas de D&D, toneladas de jogos de tabuleiro, peças raras de xadrez. Eu não gasto muito dinheiro com nada além disso… exceto, talvez, a casa que acabei de comprar, mas valeu a pena. Não consigo me imaginar em quarentena em nenhum outro lugar. Parece um acampamento de verão.

LH: Eu passei alguns anos com uma obsessão por botas.

‘A primeira vez’ que um político te deixou irritado…

MC: Trump. A primeira e única. Todo dia ele faz algo que me faz pensar ‘que porra é essa?’. Eu não sabia o quão insana era a política norte-americana até ele ser eleito. Me lembro da minha noiva chorando no avião quando ele foi eleito, e foi aí que eu percebi. Temos a sorte de ter um governo na Austrália que apoia seus cidadãos com todo o coração.

‘A primeira’ briga que vocês tiveram durante uma turnê…

MC: Para saber quem comeu todo o M&Ms de amendoim. Mas agora estamos mais evoluídos, discutimos por causa de suco prensado.

‘A primeira vez’ que vocês conheceram um fã…

MC: A primeira vez que conheci um dos nossos fãs foi no nosso primeiro show. Havia apenas 12 fãs e nós falamos com cada um deles. Não que tenha demorado muito tempo… Eu ainda gosto muito de encontrar com os nossos fãs. Eles são incrivelmente apaixonados e talentosos, você deveria ver as artes que eles fazem!

‘A primeira vez’ que vocês se sentiram estrelas do rock…

LH: Eu acho que no começo todos nós tínhamos a sensação de que algo em nós era especial. Você pode chamar isso de ilusão ou inocência, mas nós sentimos que chegaríamos lá com tudo o que tínhamos. Quando vimos o quão dedicados nossos fãs eram (e ainda são), foi importante por sentirmos o quanto significávamos para as pessoas.

MC: Quando recebemos potes de Vegemite de graça com nossos nomes escritos neles. Foi quando soubemos que tínhamos feito sucesso.

‘A sua primeira’ escolha no karaokê…

MC: ‘Don’t Stop Believin’ do Journey. Obviamente.

LH: Qualquer coisa do Journey.

‘A primeira vez’ que vocês, como banda, perceberam que eram bons…

MC: Nós somos bons? Continuamos ganhando o prêmio de ‘Pior Banda’ da NME, então não tenho tanta certeza.

‘A primeira coisa’ que você faria se se tornasse presidente…

MC: Eu odiaria ser presidente dos Estados Unidos, é muita responsabilidade. Mas a primeira política que eu implantaria provavelmente seria de assistência médica gratuita para todos e também de educação universitária gratuita. A saúde é um direito humano básico, não um privilégio. O mesmo acontece com a educação.

Fonte: GQ (UK)
Tradução/Apdatação: Fernanda Lima (Equipe 5SOS Brasil)

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04
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Este ano, a semana de lançamento do álbum foi um pouco diferente para os caras da 5 Seconds of Summer. Em vez de viajarem pelo país para tocarem faixas do seu novo disco, ‘CALM’ (que saiu no dia 27 de março), cada um dos rapazes da 5SOS ficou em suas respectivas casas em Los Angeles, em quarentena como parte dos esforços para impedir a propagação do Covid-19.

“É definitivamente estranho”, diz o vocalista Luke Hemmings por telefone. “Isso nos forçou a pensar fora da caixa, em como podemos causar um impacto de casa e trazer um pouco de espírito positivo à vida das pessoas.”

Mas aqui está o que Hemmings e seus colegas de banda (o guitarrista Michael Clifford, o baixista Calum Hood e o baterista Ashton Irwin) podem não ter percebido: o pensamento fora-da-caixa já havia acontecido com o próprio disco. O ‘CALM’ não é apenas o primeiro disco da 5SOS pela Interscope Records – depois de quase 6 anos na Capitol – mas é o projeto musicalmente mais complexo do grupo australiano até agora. As 12 faixas do álbum entrelaçam harmonias que soam como hinos (a abre-alas ‘Red Desert’), com batidas e linhas de baixo fortes (o primeiro single ‘Easier’), guitarras ásperas (o segundo single ‘Teeth’) e complicadas produções (‘Wildflower’).

Embora esses elementos façam parte do DNA da 5 Seconds of Summer desde o seu início pop-punk, o grupo mostra uma nova ousadia, tanto nas composições quanto no som do ‘CALM’ – algo que impressionou até os caras da 5SOS. “Não sei se já pensamos que um dia poderíamos ser uma banda tão abrangente sonoramente”, diz Hemmings.

A confiança da 5 Seconds of Summer vem desde o sucesso conquistado por ‘Youngblood’ em 2018, que – na época do seu lançamento – se tornou a faixa da banda que mais ultrapassou os seus limites, com uma melodia bombástica e um refrão cativante. A música rendeu ao grupo o seu primeiro número #1 na parada de Músicas Pop e o seu primeiro TOP 10 na Billboard Hot 100 em outubro daquele ano, um feito que reassegurou seus instintos criativos.

“‘Youngblood’ abriu a banda para o público novamente, algo que foi muito importante para nós”, diz o baixista da 5SOS, Calum Hood. “Isso nos deu a oportunidade de criar o quarto disco com liberdade e confiança na nossa capacidade de escrever músicas que seriam aceitas por pessoas em todo o mundo.”

A banda continuou pensando em uma base de fãs mais ampla ao fazer o ‘CALM’, recrutando os co-compositores de ‘Youngblood’ Ali Tamposi (que trabalha também com Camila Cabello), Andrew Watt (co-compositor de Ozzy Osbourne) e Louis Bell (co-compositor de Post Malone) para co-escrever e co-produzir o álbum. Além disso, a 5SOS claramente procurou expandir seu alcance ainda mais ao trazer outras potências do pop a bordo – Charlie Puth ajudou com ‘Easier’; Ryan Tedder e Benny Blanco têm créditos em três faixas – e até a lenda do rock Tom Morello, do Rage Against the Machine, responsável por riffs de guitarra em ‘Teeth’.

Liricamente, a 5 Seconds of Summer criou as suas letras mais honestas e claras até agora, adotando novas abordagens sobre relacionamentos (seja uma despedida dolorosa como ‘High’ ou uma mensagem de amor sincera como ‘Best Years’) enquanto também confronta a realidade das relações consigo mesmos (‘Old Me’) e com a sociedade (‘No Shame’). Parece um amadurecimento natural para uma banda que começou ainda adolescente e agora já é formada por jovens rapazes – com idades entre 23 e 25 anos -, mas no caso da 5SOS, a magistral evolução pop-rock faz você quase esquecer que eles são as mesmas crianças que cantavam sobre uma garota usando roupas íntimas da American Apparel (‘She Looks So Perfect’).

Ainda sim, os caras reconhecem que não se desconectaram completamente de suas versões mais jovens. “O espírito do pop-punk está sempre ecoando dentro do espírito da banda, que é meio de ‘não dar a mínima'”, diz Hood. Hemmings compartilha desse sentimento: “Somos uma banda de rock em um espaço pop e [estamos] ultrapassando os limites do que significa ser isso hoje em dia.”

Embora a 5 Seconds of Summer ainda não tenha conseguido um sucesso parecido com ‘Youngblood’ com qualquer um dos singles de ‘CALM’ (‘Easier’, a faixa mais bem colocada até agora, chegou ao 48º lugar da Hot 100 em junho de 2019), os caras nunca se sentiram mais confortáveis ​​com o que estão criando, e isso aparece no tom inspirado do novo disco – e, francamente, até na maneira em que eles falam sobre ele.

“Este álbum é como ver uma luz no fim do túnel, ao invés de [tratar] aqueles momentos mais difíceis ou sombrios da vida apenas como uma época triste”, diz Hemmings. “Eu sinto que, particularmente no último disco, estávamos presos em uma mentalidade [ruim], e permanecemos focados demais nesses sentimentos. [Agora] estamos avançando.”

Hood concorda: “Esta é a melhor representação de quem somos, não apenas como artistas, mas como pessoas.”

Fonte: Billboard
Tradução/Adaptação: Fernanda Lima (Equipe 5SOS Brasil)

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04
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11 estreias devem afetar a próxima atualização da Official Albums Chart

A banda 5 Seconds of Summer e a cantora Dua Lipa estão lutando pela #1 posição da Official Albums Chart desta semana.

Com base nas vendas do fim de semana, a 5SOS está atualmente à frente na corrida pelo primeiro lugar e pode conseguir seu segundo álbum número #1 no Reino Unido nesta sexta-feira (3 de abril).

O quarto álbum de estúdio da banda australiana, ‘CALM’, lidera a atualização de vendas da Official Chart de hoje (30) com quase 7.000 cópias totais. Nos formatos físicos, ‘CALM’ é o álbum mais vendido até agora nesta semana, e já superou as vendas da primeira semana do disco anterior da 5SOS, ‘Youngblood’.

Os três álbuns de estúdio da 5 Seconds of Summer alcançaram o TOP 3; seu segundo lançamento, ‘Sounds Good Feels Good’, liderou as paradas em novembro de 2015.

Como álbum mais baixado e reproduzido durante a semana, ‘Future Nostalgia’ da Dua Lipa aparece na #2 posição da atualização de meio de semana. O disco – que teve sua data de lançamento original antecipada em uma semana – traz os singles TOP 5 ‘Don’t Start Now’ e ‘Physical’, além da nova música de trabalho ‘Break My Heart’, que deve estrear no TOP 10 da Official Singles Chart nesta sexta-feira. O álbum de estréia de Dua alcançou a 3ª posição da lista.

A banda de rock americana Pearl Jam completa o TOP 3 com seu 11º álbum de estúdio, ‘Gigaton’, que deve se tornar seu nono álbum TOP 10 no Reino Unido; o primeiro em quase seis anos. Aparece ainda no TOP 5 o trio formado por Skepta, Chip e Young Adz (da D-Block Europe) na 4ª posição com a estréia do seu primeiro álbum colaborativo, ‘Insomnia’. O disco pode se tornar o terceiro álbum TOP 10 de Skepta e o primeiro de Chip e Young Adz.

O rapper canadense Partynextdoor está em busca do seu primeiro álbum TOP 10 no Reino Unido com o seu terceiro disco de estúdio, ‘Partymobile’ (7), enquanto o greatest hits de Elton John, ‘Diamonds’ (9), volta ao TOP 10 após um show virtual beneficente feito pelo cantor.

O álbum de estréia do rapper e cantor americano Joyner Lucas, ‘ADHD’, é uma das novidades desta atualização de meio de semana, na 11ª posição; Brian Fallon, da banda The Gaslight Anthem, pode conquistar seu terceiro álbum solo TOP 20 com ‘Local Honey’ na 14ª posição; a dupla de house The Orb aparece na posição #17 com ‘Abolition of the Royal Familia’, e ‘Sleepyhead’, a estréia da cantora indie Cavetown em uma grande gravadora, na posição #20.

Finalmente, existem mais possíveis estreias no TOP 40 com ‘Mother’ da banda americana de heavy metal In This Moment na 24ª posição, e o álbum de estréia da pianista polonesa Hania Rani, ‘Esja’, na 25ª.

Fonte: Official Charts
Tradução/Adaptação: Fernanda Lima (Equipe 5SOS Brasil)

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03
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‘CALM’, o novo álbum da 5 Seconds of Summer, mostra uma nova profundidade lírica e emocional da banda – o baixista Calum Hood nos disse que isso aconteceu porque todos eles simplesmente cresceram.

Calum contou para a ABC Audio que grande parte do crédito é do cantor Luke Hemmings, cujas composições, ele diz, “contam a história de um homem que amadureceu ao longo dos anos e que se interessou em aperfeiçoar seu trabalho.”

Além disso, ele observa: “Acho que todos tinham algo a dizer neste álbum, em termos do seu próprio amadurecimento, sobre as pessoas que éramos e como as coisas [pelas quais passamos] nos moldaram, e quem queremos nos tornar no futuro.”

‘CALM’ – o título é um acrônimo das primeiras letras dos nomes dos integrantes da banda – também é muito eclético, com sons acústicos e eletrônicos, além de faixas que lembram os anos 80.

“Ele é bastante caótico em alguns momentos”, ri Calum. “Acho que não tivemos medo de ultrapassar os limites em termos de como um álbum deve soar coletivamente.”

Mas o que une tudo, ele observa, “remonta às nossas raízes australianas.”

“[Estávamos] só tentando criar a melhor [música] que pudêssemos e fazer isso de uma maneira honesta com nós mesmos, com as pessoas que nos apoiaram e com as nossas famílias”, explica ele.

Falando da Austrália, a terra natal da 5SOS está atualmente lidando com a pandemia de Covid-19, logo depois de superar a crise com os incêndios florestais. Calum diz que os australianos não são derrotados facilmente.

“Eu não vou lá desde o início deste ano, na verdade, e meio que vi em primeira mão como isso estava afetando as pessoas”, diz ele sobre o primeiro. “É algo bem difícil de vivenciar. Muitas pessoas sofrendo, mas o problema também uniu todo mundo.”

Fonte: ABC News Radio
Tradução/Adaptação: Fernanda Lima (Equipe 5SOS Brasil)





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