#TV5SOSBrasil

AGENDA DE EVENTOS

17

08

In The Mix Festival | Manila, Filipinas

19

08

Summer Sonic 2017 | Osaka, Japão

24

08

Gronan Live | Estocolmo, Suécia

15

09

Rock in Rio | Rio de Janeiro, Brasil

Os Três Espíritos do Natal – Fernanda (@_nandah_styles)

Era época de Natal, uma época que todos consideravam um período mágico bom, todos menos Luke que achava tudo uma extrema baboseira. Seu irmão tinha ligado no dia 23 o convidando para ceiar e passar a manhã de Natal com seus sobrinhos contudo, ele achava tanta alegria uma enorme idiotice principalmente porque seus empregados queriam aumento de salário e como o loiro era mesquinho se recusava a dar o dinheiro os forçou a trabalhar no feriado ameaçando que quem não obedecesse suas ordens seria despedido. O loiro tinha que lidar com essas picuinhas sozinho já que seu antigo sócio, que devia ser a segunda pessoa mais gananciosa depois de Luke, havia falecido a cinco anos tornando Luke o dono majoritário da empresa.
No dia 24 de dezembro o loiro havia acabado de se deitar depois de um dia cansativo quando ouviu um barulho de janela abrindo, ao olhar viu que era Calum seu antigo sócio com correntes e uma cara nada amigável.
– Calum? Vocês está morto! – exclamou o loiro surpreso.
– Sim estou e vim aqui dar um aviso a você Hemmings: mude suas atitudes ou vai acabar como eu.
– Como assim? – perguntou confuso.
– Essas correntes são resultado de todo o ódio e egoísmo que acumulei ao longo da vida. Estou com elas desde que morri e aconselho a melhorar sua vida se não quer ter o mesmo.
– Calum você está morto! Siga a luz ou algo parecido mas não venha me dar conselhos porque você não foi melhor do que eu.
– Depois não diga que não avisei quando acabar como eu. Três espíritos vão te visitar te mostrando os natais passados, veremos se não mudará de ideia.
Luke ignorou o moreno virando para o outro lado da cama dormindo instantaneamente. Poucas horas haviam se passado quando a janela se abriu entrando uma luz fraca no quarto, era um espírito na forma de um homem que carregava um castiçal dourado com velas pequenas onde a chama estava parada e duas baquetas de bateria na outra mão. O espírito parou ao lado da cama olhando o homem que dormia passando as chamas perto do seu rosto, elas não o queimaram apenas o despertaram que se assustou ao ver quem o tinha tirado dos seus sonhos.
– Quem é você? – perguntou assustado.
– Sou Ashton, o espírito do Natal passado.
– Ashton? Espírito do Natal? Do que está falando? – perguntou confuso.
– Suponho que Calum tenha dito que viria.
– Disse mas não acreditei, pensei que ele tinha falado besteira.
– Besteira ou não estou aqui. Podemos? – o espírito mostrou a janela que estava aberta. Luke desconfiou até porque seria loucura passar por uma janela aberta mas assim que passou ele viu onde estava: sua antiga casa da infância.
– Por que estamos aqui? – ele perguntou vendo a cena de sua família comendo uma ceia farta.
Seu pai estava na cabeceira da mesa com a sua mãe ao lado direito enquanto Jack e Luke estavam do lado esquerdo se lambuzando com o purê de batata, tinha seis anos e se lembrava muito bem daquela data porque foi naquele Natal que ganhou o primeiro violão.
– Por que me trouxe aqui?
– Onde está seu violão Luke? – perguntou Ashton.
– Eu o quebrei.
– E por que fez isso?
– Porque foi quando meu pai traiu minha mãe com a vizinha, eles se separaram e eu pensei que nunca mais queria nada ligado a eles. Foi na hora da raiva.
Luke secou as lágrimas que queriam cair no seu rosto ao ver o quão alegre ele era quando criança, a alegria de ter uma família reunida em volta da mesa.
– Me leva de volta.
– Como quiser.
Ashton assoprou a chama das velas que estavam no castiçal, a pequena fumaça cercou Luke que começou a sentir as pálpebras pesadas que se fecharam gradativamente retornando assim a sua cama. Ainda naquela noite outro espírito entrou no quarto, dessa vez de forma alegre com um rock n roll natalino fazendo Luke acordar na mesma hora.
– Não me diga que é outro espírito? – perguntou vendo o rapaz de cabelo vermelho.
– Sou o espírito do Natal presente, prazer me chamo Michael.
– E você veio aqui me mostrar o meu Natal do presente mas…surpresa! Eu não comemoro essa baboseira.
– Eu sei disso mas quem disse que vim te mostrar o seu Natal? Anda que vou te mostrar o que é alegria natalina.
Michael tocou uma nota aguda na sua guitarra que instantaneamente fez o cenário mudar o levando até a casa de um dos seus funcionários, John, mostrando que mesmo diante das dificuldades eles eram alegres e unidos. Luke reparou que na mesa não havia um peru ou pernil mas sim um frango pequeno para a quantidade de pessoas que estava ali.
– Você sabe porque havia um frango ao invés de um pernil ali não sabe? – perguntou Michael a Luke que observava as crianças correndo e brincando.
– Porque eu não dei aumento de salário a eles – o loiro abaixou a cabeça – E ainda sim ele está feliz mesmo sabendo que vai ter que trabalhar no feriado.
– Percebe o que isso significa? Que dinheiro não é tudo na vida e o que realmente importa não são bens materiais e sim bens do coração. Mesmo sendo bastante pobres eles ainda sim preferem repartir a pouca comida que possuem do que comer tudo sozinhos. Natal significa compartilhar o bem e o amor com todos, não se esqueça disso.
Michael fez algumas melodias saírem de sua guitarra enchendo o ambiente de música fazendo assim Luke voltar ao seu quarto dessa vez acordado. Ele começou a pensar e percebeu que o próximo espírito que viria lhe visitar era o do Natal futuro e por algum motivo sentia que o que iria ver não iria ser agradável.
Próximo das quatro e meia da manhã o espírito não veio de forma alegre como Michael ou de forma calma como veio Ashton mas sim de forma meio sombria deixando o ambiente frio. Uma grande capa cobria seu rosto e seu corpo deixando de fora apenas a mão que segurava um cajado. Luke acordou sentindo frio e se assustou ao ver o espírito parado próximo a sua cama que mesmo não tendo o rosto visível ele sentia os olhos o encarando de forma fria e severa.
– Pode me mostrar o meu futuro – falou com certo temor.
O espírito bateu o cajado no chão fazendo o quarto se tornar totalmente escuro sem paredes e sem chão, o loiro caia por uma imensidão até parar em uma sala onde haviam corpos cobertos até a cabeça por panos brancos.
– Jack? O que ele faz aqui? – perguntou para si mesmo ao ver o irmão parado próximo a uma cama dessas. A feição do seu irmão era de tristeza e Luke supôs que naquele leito havia alguém conhecido.
– Como aconteceu? – perguntou Jack ao médico.
– Houve uma batida em um poste que caiu em cima do carro, morreu na hora. As testemunhas que estavam no local disseram que estava em alta velocidade e os exames indicam que a taxa de álcool no organismo era alta. Sinto muito.
– Tudo bem. Quero pedir que enterre direto, não vai haver velório.
– Como quiser senhor Hemmings, vamos garantir que seu irmão terá um enterro descente.
Luke ficou estático. Era ele naquela cama. Era ele que havia batido o carro porque estava bêbado. Era ele que estava morto. A cena mudou e dessa vez o loiro se viu em um cemitério encarando a sua cripta, o chão se abriu engolindo o mesmo.
– Por favor me tira daqui! Eu juro que vou mudar! Eu aprendi a lição. Espírito não me deixe aqui – ele suplicava mas o espírito continuava a jogar terra em cima. – Por favor eu imploro – o espírito não lhe deu ouvidos e um relâmpago rasgou os céus iluminando a sua face revelando que no seu caso o espírito do Natal futuro era a morte. Luke começou a sentir falta de ar deixando os olhos se fecharem até ficar totalmente coberto de terra.
Ele acordou em um susto tirando a coberta que lhe cobria até a cabeça. O quarto estava claro com o relógio indicando sete da manhã, era manhã de Natal, ele foi até a janela abrindo a mesma reparando que mesmo com o frio as pessoas já circulavam pelas ruas animadas.
– FELIZ NATAL! – ele gritou para as pessoas que passavam na rua, as mesmas o saudaram de volta. Ele se arrumou e dispensou os empregados alegando que o Natal era para ficar com a família e não no trabalho, os mesmos estranharam mas não reclamaram.
Luke foi até a empresa dizendo para todos irem para casa e que ganhariam 25% a mais de salário, todos ficaram alegres inclusive John que poderia dar uma condição um pouco melhor para sua família. Ele mais tarde apareceu na casa do seu irmão Jack que se surpreendeu mas ainda sim o aceitou de bom grado para a refeição.
A partir daquele Natal, Luke Hemmings mudou totalmente e aquela data em especial havia se tornado a sua favorita a comemorando como nenhuma família celebrava, ajudando os outros de dia e a noite celebrando com seus familiares.

Deixe seu comentário