“Isso me deixou muito mais consciente sobre as outras pessoas”, diz Hood sobre o surto de coronavírus.

Você pode contar com a 5 Seconds of Summer para dar novas músicas aos fãs durante esse período tumultuado.

O grupo acabou de lançar seu quarto álbum, ‘Calm’ (estilizado ‘C A L M’) – e Calum Hood espera que suas 12 faixas “possam servir como uma luz positiva” enquanto os fãs praticam o distanciamento social. Ao conversar com a PEOPLE, o baixista do grupo falou sobre o novo álbum e interromper os planos de turnê, enquanto a banda fica em casa devido ao surto de coronavírus.

“Como ser humano, isso me levou a ter mais empatia pelas pessoas que não estão em uma situação tão privilegiada quanto a minha”, diz Hood. “Em termos de bem-estar físico, mental, ou mesmo financeiro. Isso me deixou muito mais consciente sobre as outras pessoas. Eu só espero que [o álbum] sirva como uma coisa positiva. É tudo o que ele pode ser.”

Quanto ao seu tempo livre, o distanciamento social deu ao jovem de 24 anos a chance de tirar o pó de seu toca-discos e ouvir algumas faixas de artistas como Jeff Buckley, David Bowie e Herbie Hancock.

Ele acrescenta que seus colegas de banda, Ashton Irwin, Luke Hemmings e Michael Clifford, têm mantido contato por meio de mensagens de texto e chamadas no FaceTime, mas que “tenta não bombardear todo mundo”, já que agora é o momento ideal para descansar – especialmente Irwin, que reconheceu em um Vídeo no Twitter, no início desta semana, que “começou a ficar doente”.

“Falo com o Ashton quase todos os dias”, diz Hood. “É engraçado, porque na verdade é louco o quanto você não valoriza ‘ver pessoas’. Eu costumava ver esse cara todos os dias.”

“Ele é provavelmente o cara mais saudável que eu já conheci na minha vida”, acrescenta. “Só espero que ele passe por isso ileso. Ele vai ficar bem.”

À medida que Irwin se recupera e o grupo de ‘Youngblood’ se auto-isola, o planejamento da turnê da banda também permanece parado. Eles ainda devem iniciar a ‘No Shame Tour’ na Europa, começando em maio, antes de seguir para a América do Norte durante o outono.

“Tudo está no ar, especialmente com fazer turnês”, explica ele. “Não está no nosso controle. Ainda não sabemos ao certo o que faremos sobre isso, mas quando conseguirmos voltar a ficar em uma sala juntos e conversar, é aí que as decisões serão tomadas.”

Mas, por enquanto, ele está animado para que os fãs comemorem e ouçam o álbum sonoramente diverso que é ‘CALM’. E se ele fosse atribuir uma música a cada integrante, eis quais seriam elas:

Hood seria ‘Wildflower’ porque ele canta na faixa e ela representa sua “natureza tranquila”. Irwin seria ‘Teeth’ por causa da inspiração em bandas como The Cure e Depeche Mode.

“Ashton foi realmente pioneiro nessas influências, trazendo um lado diferente ao nosso estilo de escrever”, diz ele.

Hemmings seria ‘Best Years’ porque ela “resume seu estilo de composição honesto”. E Clifford seria ‘High’, uma vez que a faixa “captura sua diversidade como músico” e é a mais “Beatles-esque” do álbum.

O título do álbum ‘CALM’ descreve o humor geral da banda durante as gravações.

“Havia uma liberdade e confiança dentro de nós mesmos para criar um ótimo álbum, e esperamos que tenhamos conseguido”, diz ele.

Mas o nome também é uma referência aos primeiros nomes dos integrantes da banda (Calum, Ashton, Luke e Michael) – um acrônimo usado na base de fãs do grupo desde o seu início. Com a divulgação do álbum, o grupo teve a chance de se reconectar com seus fãs de uma maneira mais direta.

No início desta semana, Hood e Hemmings fizeram uma live no Instagram e “brincaram” com algumas de suas músicas mais antigas.

“Se estivéssemos lançando um álbum do jeito que realmente fazemos, não teríamos tempo para fazer isso, então é verdadeiramente especial conseguir parar e estar com seus fãs em um momento como esse”, diz Hood.

“Quero dizer, eu esqueci a maior parte das letras de todas as músicas antigas, e eles definitivamente me disseram isso, então eu acho que preciso revisitar a minha discografia”, acrescenta, rindo.

Lançar ‘CALM’ também deu ao grupo a chance de ver o quanto sua própria base de fãs amadureceu desde o seu álbum autointitulado de estréia, que saiu em 2014.

“Honestamente, é louco para caralho”, diz ele. “Você vê como seu jeito de se vestir muda e como seu estilo de música muda, e como eles estão se tornando jovens homens e mulheres confiantes, emponderados e libertos consigo mesmos.”

“É muito legal estar envolvido em uma geração com visão de futuro e ter crescido com eles dessa maneira”, acrescenta.

Junto com o novo álbum, o grupo também estreou uma parceria com o aplicativo Calm, liberando quatro remixes diferentes de músicas do disco que podem servir como uma maneira de se concentrar no autocuidado e na meditação.

“Foi muito importante poder compartilhar esse lado de mim porque, por mais vulnerável que seja, às vezes, é emocionante saber que outras pessoas podem se desenvolver e florescer em um mundo ao qual nunca foram apresentadas” ele diz. “[O autocuidado] definitivamente se tornou mais prevalente na minha vida nos últimos anos, lidando com tudo. É uma coisa importante para mim agora.”

À medida que os fãs curtem as novas músicas da banda, Hood também espera que o álbum sirva como uma maneira de documentar a pessoa que ele é hoje.

“Acho que esse é o objetivo geral”, diz ele. “Ser meio imortalizado dentro da música. Acho que esse disco me registra no início da minha vida adulta, o que seria bom de lembrar quando eu for mais velho.”

‘CALM’ está disponível agora.

Fonte: People
Tradução/Adaptação: Fernanda Lima (Equipe 5SOS Brasil)

27/03/20 | Calum Hood , Notícias
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