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O show do mês passado no Sydney’s Metro Theatre marcou quase seis anos desde o primeiro show da 5 Seconds of Summer no local.

Pouco depois do show de 2012, eles se mudaram para Londres para começar sua carreira em escala mundial.

Foto: Chris Pizzello

Naquela época, todos os integrantes eram adolescentes, o vocalista Luke Hemmings, por exemplo, tinha apenas 16 anos.

Olhando para ele agora, sentado no escritório de sua gravadora em uma tarde nublada em Sydney, com comportamento autoconfiante e sotaque com uma mistura estranha de australiano e americano, você não consegue pensar em nada além de qual conselho o garoto de 21 anos daria à sua versão adolescente, quando ela se despediu de sua casa em Sydney e se mudou para Londres.

Foto: AP

“Eu diria a ele para investir em algumas peças-chave melhores para seu guarda-roupa”, diz ele.

“Não beba tantas cervejas”, acrescenta o baixista Calum Hood, sentado ao lado dele.

O riso desaparece.

“Você olha para trás e pensa, ‘esse garoto não sabe nada do que vai acontecer'”, diz Hemmings. “Então eu não sei o que diria. Além de compre umas calças melhores.”

Foto: Chris Pizzello

Mesmo escolhas fashion mais inteligentes não conseguiriam preparar o quarteto para o que o esperava.

Depois de viajar pelo mundo com o One Direction em 2013, o grupo lançou seu primeiro single, “She Looks So Perfect”, em 2014 e viu o hino pop-punk subir ao topo das paradas na Grã-Bretanha e na Austrália.

A histeria aumentou quando seu álbum homônimo de estréia atingiu o 1º lugar nos Estados Unidos, Austrália, Grã-Bretanha e em vários outros territórios, consolidando sua posição como major act.

Vieram então um segundo álbum, “Sounds Good Feels Good” de 2015, e um álbum ao vivo, com o quarteto parando para uma pausa decente apenas ao terminar uma turnê mundial no final de 2016. Foi uma sequência difícil.

“Acho que ficamos mentalmente esgotados depois de trabalhar por quatro anos sem parar”, diz Hood, 22. “Ficamos cercados por todo esse ruído por quatro anos, e ao terminarmos essa turnê tivemos quatro meses de folga, e pela primeira vez as coisas ficaram silenciosas.”

“Nos jogaram [de volta] em LA e disseram: ‘tudo bem, vão e construam suas vidas novamente’. Então naquela época estávamos muito perdidos.”

“É difícil reconstruir sua vida pessoal do zero. O que impulsionou o novo álbum, liricamente e sonoramente, foi nos reunirmos e redescobrirmos quem éramos como indivíduos, assim como quem é a 5 Seconds of Summer e qual mensagem queríamos retratar.”

O resultado pode ser um choque para alguns fãs inflexíveis da banda.

Seu novo álbum, “Youngblood”, foge do seu antigo pop-punk em direção a um som contemporâneo comum nos TOP 40, característico do trabalho dos compositores com quem a banda colaborou, como o time sueco Carl e Rami (Nicki Minaj, Britney Spears, Madonna) e Justin Tranter (Gwen Stefani, Justin Bieber).

Há momentos em “Youngblood” em que o trabalho parece ser de um grupo completamente diferente.

“Praticamente fizemos três ou quatro álbuns diferentes”, diz Hood. “[Parte do material] tinha mais samples, como o trabalho do The Avalanches, [parte tinha] muita influência da década de 1950. Colocávamos toda a nossa energia emocional no que achávamos que seria a coisa certa, para então terminarmos e pensarmos ‘nah, não é isso, voltem para trás’. E aí tínhamos que começar tudo de novo.”

Alguns irão dizer que a mudança no som é uma tentativa falsa de permanecer em alta. Hemmings afasta a ideia.

“É exatamente quem somos”, diz ele. “Uma banda com a qual estamos à vontade ​​em nossos vinte anos.”

Fonte: The Sydney Morning Herald
Tradução/Adaptação: Fernanda Lima (Equipe 5SOS Brasil)

Matéria publicada originalmente no dia 14 de junho.

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