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Seria óbvio dizermos que a primeira metade de 2020 é um trecho da história humana que nenhum de nós da equipe da Billboard jamais esqueceremos. Neste ano, fomos confrontados muitas vezes com circunstâncias incomuns, difíceis e assustadoras que desafiaram a maneira como vivemos e pensamos sobre nossas vidas há tanto tempo. E enquanto aguardamos o retorno a algo que se assemelha vagamente à normalidade, também sabemos que, de muitas maneiras, o velho senso de “normal” já se foi há muito tempo e que, para o bem ou para o mal, este período marca o início de um novo futuro. Para todos nós.

Embora seja simples sugerir que os álbuns favoritos da nossa equipe até agora tenham sido o que nos manteve sãos nesta fase, seria injusto minimizar o papel fundamental e inegável da música em dar estabilidade, conforto e alegria às nossas vidas durante uma época sem precedentes. Esses álbuns distraíram, confrontaram, iluminaram, proporcionaram consolo valioso e uma catarse necessária. Eles não tornaram o mundo lá fora um lugar menos assustador, mas, à sua pequena mas significativa maneira, nos ajudaram a nos fortalecer para enfrentá-lo dia após dia após dia.

Aqui estão nossas escolhas, apresentadas em ordem alfabética, para os 50 álbuns de 2020 favoritos da equipe da Billboard, até agora (veja a lista completa aqui).

5 Seconds of Summer, “CALM”

Se você inicialmente visualizou a 5 Seconds of Summer como uma boy band, um grupo pop-punk ou ambos, já pode admitir que eles amadureceram muito bem como uma das melhores bandas estilo premier arena rock. O “CALM” se baseia habilmente tanto no senso de escala sonora, quanto na narrativa mais adulta de “Youngblood”, de 2018, para formar um conjunto verdadeiramente panorâmico de músicas imaculadamente produzidas sobre relacionamentos movidos pela luxúria, e em sua maioria, tóxicos. A banda não só fez a lição de casa, como também está disposta a reconhecer seus professores: todos, de New Order a Donna Lewis, ganham créditos de co-composição na grossa teia de referências do álbum à história do pop-rock, que eles expandem por 2020 tão bem quanto qualquer outro estilo atualmente. – ANDREW UNTERBERGER

Fonte: Billboard
Tradução/Adaptação: Fernanda Lima (Equipe 5SOS Brasil)

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NO ‘REMOTE ACCESS’, O GUITARRISTA EXPLICA COMO A BANDA MANTEM CONTATO DURANTE O ISOLAMENTO

Em uma era de auto-isolamento e quarentena, é muito importante saber como nossos amigos estão e nos conectarmos. Isso vale também para os artistas que têm se distanciado socialmente assim como nós e estão fazendo shows e hangouts online, criando seus próprios talk shows e… bem, é sobre isso que conversaremos com eles no ‘Remote Access’.

Se há uma época apropriada para um álbum chamado ‘CALM’ ser lançado, ela é agora – e a 5 Seconds of Summer foi a banda que fez isso. Os roqueiros australianos lançaram seu quarto álbum, seu projeto mais ambicioso até o momento, no mês passado, mas em vez de entrar na estrada para tocar as novas faixas, eles ficaram em quarentena em casa colaborando com os esforços para impedir a disseminação da COVID-19. Felizmente, isso não reduziu completamente a sua programação. Na semana passada, a 5SOS lançou o videoclipe criativo de ‘Wildflower’, um pedaço ensolarado de pop psicodélico para o qual eles deram vida usando uma tela verde transportada entre suas casas. A filmagem foi complementada com animações encantadoras que evocam um notável sentimento de união, apesar dos integrantes Calum Hood, Ashton Irwin, Luke Hemmings e Michael Clifford terem feito as gravações em lugares completamente diferentes.

“‘Wildflower’ tem um propósito muito maior do que ficar só sentado em uma sala”, disse o guitarrista da 5SOS, Clifford, à MTV News. “Foi legal transmitir isso; tipo, veja o que você consegue fazer, mesmo trancado em casa.”

Abaixo, Clifford nos conta como essa aventura em tela verde aconteceu e o que mais ele tem feito em casa – desde os programas que assiste compulsivamente e o álbum que ele não para de ouvir, até como tem sido manter contato com os seus companheiros de banda.

MTV News: Onde você tem passado seu tempo ultimamente?

Clifford: Estou passando meu tempo em Los Angeles, na pequena humilde morada que tenho aqui. Na verdade, algumas pessoas diferentes estão morando comigo no momento e, coincidentemente, elas moravam aqui antes da quarentena começar, então todo mundo está preso aqui agora.

MTV News: É verdade que uma dessas pessoas é Andy Deluca, que dirigiu o vídeo de ‘Wildflower’?

Clifford: Sim! Andy Deluca, nosso diretor de criação. Temos um lyric video de ‘Wildflower’, que foi feito usando stop motion com vários tipos diferentes de flores dispostas em círculos que iam mudando. Isso foi feito aqui, e o vídeo oficial de ‘Wildflower’ que acabamos de lançar foi feito com uma tela verde no quintal. Filmamos as minhas imagens e as do Calum aqui e, em seguida, Kat, que nos ajuda, levou a tela verde para a casa do Luke e a namorada dele o filmou; ela (Kat) então levou a tela para a casa do Ashton e a namorada dele o filmou. O clipe foi filmado em três lugares diferentes.

MTV News: Vocês quatro nunca gravaram um videoclipe em lugares separados e em horários diferentes, certo? Como foi para você filmar inteiramente sozinho?

Clifford: É estranho. Geralmente, quando você filma um videoclipe, tem um fundo, você sabe como é a cena e qual é a vibe da filmagem. Mas quando você está em frente a uma tela verde, não tem ideia de qual será o resultado até que todo o material seja editado. Então você tem que confiar nos seus outros colegas de banda e acreditar que eles também farão uma boa performance. Ou talvez não uma performance; talvez eles tenham cachoeiras saindo das suas axilas, algo que eu vi pela primeira vez no vídeo e ficou muito legal.

MTV News: Agora que vocês fizeram esse vídeo e viram o que é possível fazer quando todos estão trabalhando de lugares diferentes, você imagina a banda fazendo mais desse tipo de coisa? O que mais vocês estão pensando em fazer de maneiras diferentes?

Clifford: Eu acho que tem sido um teste legal para bandas e artistas ter que fazer as coisas em suas próprias casas. Eu sinto que isso incentivou todo mundo criativamente, mas eu mentiria se dissesse que não estou ansioso para estar no mesmo lugar que todo mundo novamente e realmente poder tocar instrumentos e sentir a presença da banda. Tem sido interessante tentar ultrapassar os limites de como se conectar com as pessoas [quando] a única opção é a internet. Estamos acostumados a voar fisicamente para outros países, tipo ‘oi, estamos todos aqui’.

MTV News: Quanto a banda tem conversado e se conectado ultimamente?

Clifford: Trocamos mensagens o dia inteiro. Obviamente, acabamos de lançar um álbum, por isso estamos sempre trocando mensagens. É surpreendente o quanto temos conversado – você não esperaria isso de uma banda que existe há oito anos. Você não esperaria que conversássemos todos os dias, mas surpreendentemente fazemos isso. Somos inseparáveis, eu acho. Pro bem ou pro mal.

MTV News: Você mencionou que a banda existe há cerca de oito anos. Quando você pensa no ‘CALM’, você acha que o álbum mostra um lado diferente da banda que talvez seus fãs não tivessem visto antes?

Clifford: Para nós este álbum é tão diferente de tudo o que fizemos antes, mas também é tão familiar. Eu acho que esse álbum é meio que um reconhecimento do lugar de onde viemos, do sucesso que já fizemos e dos fãs que nos acompanham há bastante tempo. Queremos ter certeza de que há músicas que eles gostem, mas também estamos sempre avançando, tentando nos atualizar e mantendo as coisas interessantes para nós, assim como para as outras pessoas. Este é provavelmente um dos meus discos favoritos da banda porque tem um pouco de tudo.

MTV News: ‘Wildflower’ é uma daquelas músicas que definitivamente mostra uma 5SOS diferente. Existem outras músicas no ‘CALM’ que você acha que melhor ilustram o que você disse sobre a evolução do som da banda?

Clifford: Quero dizer, ‘Wildflower’ é uma música que, se alguém tivesse tocado para mim no início da carreira da banda, eu teria pensado: “Como é que vamos lançar isso? É a música mais estranha do mundo…” Acho legal estarmos em um ponto em que podemos lançar coisas assim. Até uma música como ‘Easier’, que é uma faixa pop sentimental e sombria. Acho que temos a sorte de estar em uma posição em que podemos ser super versáteis e lançar o que quisermos, e isso faz sentido porque sempre fomos muito multifacetados em nossa carreira. Já tivemos tantos sons e influências diferentes que [os estilos de faixas como ‘Wildflower’ e ‘Easier’] são meio que inquestionáveis. E isso é interessante tanto para os fãs quanto para a banda. É legal que outras pessoas possam ouvir o disco sem saber o que esperar dele.

MTV News: Eu posso imaginar o quanto você está ansioso para tocar essas músicas ao vivo algum dia, espero que em um futuro não muito distante. Enquanto isso, você toca música em casa?

Clifford: Nós temos tentado descobrir algumas maneiras legais de continuarmos a tocar juntos como banda enquanto estamos todos em quarentena em casa, mas é difícil. Honestamente, a maior luta é o wi-fi. O Calum tem o pior, mas também o melhor wi-fi – tipo, o lugar em que ele fica tem o pior wi-fi, mas o quarto ao lado tem o sinal mais rápido da casa. O meu é bem ruim o tempo todo. Por isso, é difícil tentar criar uma maneira de tocarmos juntos sem que haja problemas com a latência. Obviamente, estamos muito ansiosos para entrar na estrada novamente e eventualmente tocar as novas músicas. Espero que as coisas voltem ao normal em breve e que possamos nos reunir e ensaiar, como nos bons velhos tempos de alguns meses atrás. Fazer turnês é uma parte importante das nossas vidas e uma grande parte do que faz essa banda prosperar e o que nos conecta com os nossos fãs.

MTV News: De que outra forma você tem exercitado a sua criatividade em casa? Algum projeto criativo em que você está trabalhando?

Clifford: Tem sido difícil porque estou tentando encontrar um equilíbrio entre ser produtivo e aproveitar esse momento de ‘uau, finalmente tenho um minuto para mim e posso realmente respirar e viver’. É uma época estranha de auto-reflexão para todo mundo. Mas me comprometi em ser produtivo com a minha saúde física; estou me exercitando e tomando sol muito mais, o que é… tenho certeza que existem pessoas por aí que me conhecem muito bem e sabem que eu e o sol não nos damos bem e que nunca fomos amigos. Tenho feito corridas e caminhadas, o que é bem estranho para mim. Tudo isso é novo para mim e é ótimo. Agora eu entendo por que as pessoas fazem essas coisas.

MTV News: No campo da cultura pop, o que você tem visto? Algum programa bom que você esteja assistindo ou música que esteja ouvindo?

Clifford: Acabei de assistir The Witcher. Eu sou obviamente um grande nerd e grande fã de videogames, e adorei. Também assisti The Morning Show, achei muito bom. Quer saber? Parece estranho, mas eu tenho tentado não ouvir tanta música. Eu meio que escolhi esse momento como o meu tempo para ficar longe da música por um minuto. Honestamente, o único álbum que eu ouvi consistentemente foi o ‘CALM’. Fico com ele no repeat algumas vezes e nem percebo. Eu escuto essas músicas há um ano, então é estranho ter ele finalmente lançado e poder abrir as faixas e ouvi-las no Spotify. É um sentimento diferente.

Fonte: MTV News
Tradução/Adaptação: Fernanda Lima (Equipe 5SOS Brasil)

12
04
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A 5 Seconds of Summer lançou seu quarto álbum de estúdio, ‘CALM’, poucos dias antes do COVID-19 receber oficialmente o status de pandemia no mês passado.

E, como resultado e por conta das regras de isolamento, a banda australiana – composta por Luke Hemmings, 23, Calum Hood, 24, Ashton Irwin, 25 e Michael Clifford, 24 – não conseguiu divulgar o álbum fazendo aparições na TV e em estações de rádio.

O vocalista Luke contou ao Stellar: “Não é o momento ideal para lançar nosso quarto álbum, mas ainda me sinto abençoado por estarmos lançando um disco.”

Ao invés da promoção comum, os meninos tiveram que pensar fora da caixa para divulgar o novo disco, que atualmente está no segundo lugar da Billboard 200.

No mês passado, Luke fez uma performance acústica de ‘Old Me’ no The Tonight Show com Jimmy Fallon via satélite.

A banda também aproveitou o poder das mídias sociais, graças aos seus 20 milhões de seguidores, para promover o álbum.

Os meninos têm postado regularmente apresentações acústicas, imagens dos bastidores de videoclipes e entrevistas engraçadas online; eles também fizeram uma listening party com os fãs.

Vários artistas – incluindo One Republic, Alicia Keys e Sam Smith – mudaram a data de lançamento de seus álbuns. Apesar disso, o guitarrista Michael admitiu que a banda nunca pensou em remarcar sua data de lançamento.

Ele acrescentou que a situação atual os forçou a aceitar as circunstâncias que envolveram a estréia do disco.

Michael continuou: “Normalmente, [o processo de divulgação] seria mais fácil porque encontraríamos pessoas de todo o mundo agora, mas [neste momento] tudo o que temos é a tela dos nossos celulares para nos comunicar. Estamos fazendo o nosso melhor.”

O baterista Ashton acrescentou: “[Dessa vez] certamente estamos passando mais tempo nas nossas redes sociais, o que é bom porque estamos conversando com as pessoas que realmente gostam de nós.”

Já o baixista Calum disse ao The Daily Telegraph: “Definitivamente, é uma época estranha. Nunca pensei que viveria para ver uma pandemia como essa.”

“[Esse problema] redefiniu a maneira como abordamos o lançamento do álbum, porque não podemos estar juntos ou com grandes grupos de pessoas”, acrescentou.

Fonte: Daily Mail
Tradução/Adaptação: Fernanda Lima (Equipe 5SOS Brasil)

09
04
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Além da versão comum do disco ‘CALM’, a 5 Seconds of Summer disponibilizou em sua loja virtual cópias digitais do disco (apenas para os Estados Unidos) com comentários dos integrantes da banda sobre cada uma das faixas. Veja-os traduzidos abaixo e clique aqui para ouvir ‘CALM’ nas plataformas digitais:

1 – ‘Red Desert’

Ashton Irwin: “Olá e seja bem-vindo ao álbum ‘CALM’! Aqui é o Ashton, e essa é a primeira música do nosso disco, ela se chama ‘Red Desert’. Essa foi uma das primeiras faixas que nós escrevemos para o álbum ‘CALM’, e me traz uma grande sensação de alegria pensar que ela passou por todo o processo de produção do disco [e chegou a tracklist final]; nós escrevemos muitas músicas para cada álbum que fazemos e mantemos um padrão muito alto na escolha do que fará parte do disco.”

“Essa faixa é puramente escrita por mim, Luke Hemmings, Calum Hood, Michael Clifford e o produtor Matt Pauling. Ela é uma introdução corajosa e grandiosa para um dos meus discos favoritos feito por nós. É super rítmica, tem uma presença forte de bateria e baixo. Eu realmente espero que vocês amem essa música e gostem das harmonias – todas elas foram gravadas ao vivo.”

2 – ‘No Shame’

Ashton Irwin: “Essa próxima música se chama ‘No Shame’. Ela é uma das minhas músicas favoritas já feitas pela banda. Essa música nasceu de uma faixa instrumental ao vivo que fizemos com o produtor Andrew Watt. Nós criamos a trilha de base com guitarra, teclados, baixo e bateria, tudo gravado ao vivo no estúdio do Andrew, e então escrevemos a letra com a Ali Tamposi.”

“Essa música fala sobre as coisas que as pessoas são capazes de fazer para chegar onde elas querem com as suas carreiras, sem ódio, e absolutamente sem vergonha. Seja o que for preciso, eu acho que as pessoas devem seguir seus sonhos, e essa música é um hino para aqueles que entenderam o seu verdadeiro rumo. Ela também se refere a nós, a todas as coisas que nós passamos para levar essa banda até onde ela está hoje.”

3 – ‘Old Me’

Michael Clifford: “Então a próxima é ‘Old Me’! ‘Old Me’ é uma das minhas faixas favoritas do álbum. Essa música realmente encapsula aquele sentimento de entender quem você era no passado, as coisas e os momentos que aconteceram com você durante a sua vida que o ajudaram a mudar e construir a pessoa que é agora.”

“Nós fizemos um videoclipe para a música em que voltamos para todos os lugares que passamos enquanto estávamos crescendo: nosso antigo estúdio de ensaios; nós fomos para o meu flat, sobre o qual já falamos muito em entrevistas; nós fomos e mostramos o Annandale Hotel, que foi o lugar em que nós fizemos o nosso primeiro show para 12 pessoas. São todos pequenos easter eggs que nos levam de volta para o ponto em que estávamos em nossas vidas durante esses momentos, e meio que vários dos lugares que foram importantes para a gente durante o nosso crescimento.”

“Nós esperamos que vocês amem esse vídeo; ele é especialmente para os fãs mais antigos, mas espero que todos gostem.”

4 – ‘Easier’

Michael Clifford: “A próxima música que estamos prestes a tocar é ‘Easier’. Esse foi o nosso primeiro single do nosso quarto álbum, ‘CALM’. Nós sentimos que ela foi uma espécie de afastamento de tudo o que já havíamos feito antes, e queríamos que o nosso primeiro single, iniciando o ciclo desse disco, fosse algo um pouco diferente e algo que balançasse a árvore das nossas influências musicais. Queríamos fazer algo que os nossos fãs nunca haviam nos ouvido fazendo antes e o tipo de música que eu não acho que eles esperariam que nós fizéssemos. Então, fizemos ‘Easier’, que é uma música pop mais dark, com melodias assombrosas, mas ainda sim bastante pop. Nós fizemos essa faixa com Charlie Puth, que para mim é um dos maiores músicos atualmente, e Ryan Tedder, que é obviamente um deus da composição.”

5 – ‘Teeth’

Ashton Irwin: “Essa próxima faixa é a potente ‘Teeth’. Ritmicamente essa música é super poderosa e lembra quase uma sensação de música eletrônica, de música eletrônica européia eu diria. Essa faixa é definitivamente influenciada pela música industrial, na época [em que a fizemos] estávamos ouvindo muito Nine Inch Nails, e ritmos industriais mais pesados. Calum e eu nos divertimos muito nessa música; nós sempre fazemos referência ao The Clash, ‘London Calling’ é uma das melhores músicas em termos de bateria e baixo de todos os tempos, e Calum e eu tentamos replicar uma sensação assim nesta faixa, ‘Teeth’.”

“Essa música foi escrita com Ryan Tedder, Andrew Watt, Ali Tamposi e a banda. Aproveite, ela é um hino de rock forte e objetivo.”

6 – ‘Wildflower’

Calum Hood: “A próxima música que nós iremos tocar é ‘Wildflower’, e essa é meio que o curinga do álbum, eu acho. Nós estávamos um pouco resistentes a coloca-la no disco porque ela era tão diferente, tão única, nós nunca havíamos escrito nesse estilo específico antes. Mas ela é sobre a parceria com alguém especial, os altos e baixos, não importa o que for, vocês estão sempre lá um para o outro.”

7 – ‘Best Years’

Michael Clifford: “A próxima faixa que estamos prestes a tocar é a nossa música chamada ‘Best Years’. Essa música é pessoalmente uma das minhas favoritas do disco. O Calum e eu temos essa piada de que ele quer tocar ‘Best Years’ no meu casamento e eu não sei como me sinto a respeito disso, mas a Crystal ama a música, e eu amo a música, então, por que não? Vamos fazer isso!”

“Nós temos o The Edge (U2) tocando a ponte e o solo de guitarra nessa música e eu não sei se conseguiria traze-lo para o meu casamento, mas se eu conseguir, isso talvez me convença a deixá-los tocar a música.”

8 – ‘Not In The Same Way’

Luke Hemmings: “‘Not In The Same Way’. Essa música foi provavelmente a faixa que escrevemos mais rápido para o ‘CALM’, com a parte principal dela sendo construída em menos de uma hora. Ela é sobre o início caótico de um relacionamento, você já machucou o seu parceiro quando vocês eram apenas amigos e agora vocês acabam lidando com os problemas de formas não tão saudáveis. Ela conta que quando você ama alguém, essa pessoa tem muito poder sobre você, o que por sua vez significa que ela pode te machucar. Mas, nesse caso específico, é tudo tão apaixonante e intenso que você não consegue parar, você se preocupa profundamente por essa pessoa.”

“Eu gosto da bateria grandiosa, e da letra exagerada e desesperada. Foi importante ter a perspectiva feminina na ponte, dar um outro lado para a música e apontar o dedo para mim e para os erros que foram cometidos da minha parte.”

9 – ‘Lover of Mine’

Luke Hemmings: “A próxima música é ‘Lover of Mine’. Essa música é um pedido para o seu amado para que ele te aceite por completo, e te aceite como você é, com as partes boas, as ruins e as feias. Ela fala a respeito da esperança de que mesmo depois de vocês saberem os segredos mais profundos um do outro, vocês continuarão amando e respeitando um ao outro porque seria uma pena perder um amor tão bonito na sua vida.”

“Ela começou apenas com um violão e um vocal, mas foi trazida a vida com a ajuda do Andrew Watt; ele produziu várias coisas nossas, grande parte deste álbum. Eu amo o segundo verso em que você não esperaria que a bateria entrasse, mas ela entra, e o baixo surge nessa parte também, uma linha de baixo bastante distorcida, eu amo isso. Foi definitivamente inspirada em artistas como Jeff Buckley e Radiohead. Esperamos que vocês amem, ouçam.”

10 – ‘Thin White Lies’

Calum Hood: “Então, ‘Thin White Lies’ é a próxima e essa música é peculiar para mim, eu acho que ela tem um objetivo específico no disco em termos da sua qualidade e seu lirismo. Eu acho que grande parte da letra do refrão foi escrita durante o almoço, na verdade. Estou muito ansioso para tocá-la ao vivo. Ela é bastante influenciada pelo The Cure, a parte da guitarra.”

11 – ‘Lonely Heart’

Calum Hood: “A próxima música que iremos tocar se chama ‘Lonely Heart’ e essa música é especial para mim porque foi escrita por nós quatro e Matt Pauling, ele é um grande amigo nosso. E ela meio que mostra a alma real da banda e foi escrita como uma dupla de ‘Red Desert’, também. Essa é uma música especial para a banda, espero que vocês gostem.”

12 – ‘High’

Luke Hemmings: “A última música do disco se chama ‘High’. Essa música é uma mensagem egocêntrica, quase narcisista, para você mesmo. Ela mostra o protagonista como alguém que banca a vítima, mesmo ele sendo quem está machucando outra pessoa. É quando você está desesperado, com a esperança de que mesmo que você e sua parceira não estejam na mesma cidade, a pessoa que você ama possa ver as suas qualidades e lembre da bela maneira em que já pensou sobre você.”

“Numa primeira escutada pode soar como uma música sobre término, mas é realmente uma mensagem para você mesmo e a sua parceira de que você pode melhorar, de que você espera que ela ainda possa confiar em você, mesmo que você não tenha agido como uma boa pessoa ou não se sinta uma. Obrigado por ouvir o álbum, espero que vocês gostem!”

Tradução/Adaptação: Fernanda Lima (Equipe 5SOS Brasil)

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04
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A primeira vista, o título deste artigo pode parecer algo próximo de um ‘chororô de fã’. Nós até gostaríamos que fosse, mas infelizmente esse não é o caso.

Apesar de chegar a primeira posição das paradas de álbuns mais vendidos do Reino Unido e da Austrália em sua semana de estréia, o quarto álbum de estúdio da 5 Seconds of Summer, ‘CALM’, não conseguiu o mesmo feito nos Estados Unidos.

Um dia após o lançamento do disco – marcado para 27 de março – e o início das vendas, a 5 Seconds of Summer ‘surgiu’ na #62 posição da Billboard 200. Normalmente, entre a data de lançamento de um álbum e a sua estréia na lista há um período de uma semana de vendas que contribui para que o material consiga uma boa colocação.

A estréia após apenas um dia de vendas significou não só uma posição baixa para a banda e poucos discos vendidos (foram computadas apenas 11 mil cópias), como também a quebra de um histórico glorioso: até então, a 5SOS havia colocado seis lançamentos nas mais altas colocações da parada de álbuns norte-americana. Destes, três discos de estúdio debutaram direto no 1º lugar – ‘5 Seconds of Summer’ (2014), ‘Sounds Good Feels Good’ (2015) e ‘Youngblood’ (2018). A marca fez do grupo o primeiro conjunto não vocal a ter todos os seus discos estreando no topo da Billboard.

Pegos de surpresa pela notícia da estréia antecipada no sábado (28 de março), os fãs de Ashton Irwin, Calum Hood, Luke Hemmings e Michael Clifford ficaram alguns minutos questionando nas redes sociais o que havia de fato acontecido – alguns levantaram a teoria de que um erro do iTunes norte-americano havia feito com que o disco saísse 1 hora antes do horário correto.

Até que a banda se pronunciou: “Ei, pessoal! Nós descobrimos há alguns dias que por conta de um erro logístico, cerca de 10 mil cópias do nosso álbum foram enviadas mais cedo nos Estados Unidos. Esses discos vão aparecer na parada da Billboard desta semana, uma semana antes do que o nosso álbum estava previsto para estrear na lista. Nós ainda queremos que o nosso disco fique o melhor posicionado possível na próxima semana. Também queremos agradecer a todos vocês, todo mundo que está fazendo stream do álbum ou que comprou uma cópia. Vocês realmente são os melhores fãs que nós poderíamos ter e nós os amamos!”

 

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Começou, então, uma corrida para que o ‘CALM’ conseguisse a 1ª posição em sua segunda semana de vendas em solo americano e em sua estréia nos demais países. Os fãs e a banda se mobilizaram em centenas de stream parties para ouvir o disco nas plataformas digitais; o grupo disponibilizou produtos exclusivos acompanhados de cópias do álbum, especialmente para aqueles que moram nas regiões com as principais paradas musicais – Estados Unidos, Reino Unido e Austrália.

No Reino Unido – onde não houve erro no envio dos discos – a batalha da 5SOS para o 1º lugar foi especialmente contra o segundo álbum de estúdio da cantora Dua Lipa, ‘Future Nostalgia’, aclamado pela crítica e pelos fãs de música pop. Na terra da rainha, a corrida ficou apertada até os últimos dias de contagem. Por fim, a 5 Seconds of Summer conseguiu levar a 1ª posição com apenas 550 unidades de diferença para o 2º lugar.

Na Austrália – onde também não houve erro no envio dos discos – a 5SOS levou a primeira posição com mais tranquilidade, ficando na frente também de Dua e de ‘Gigaton’, o novo disco da banda Pearl Jam.

Voltando aos Estados Unidos, além da briga pela reparação do legado da banda, havia outra ‘pedra’ no sapato da 5 Seconds of Summer: ‘After Hours’, o sexto disco de estúdio do cantor canadense The Weeknd, havia vendido mais de 400 mil cópias em sua semana de estréia e estava cotado para continuar na 1ª posição da Billboard em sua segunda semana de vendas com a comercialização de 85 a 90 mil cópias totais.

Para a 5SOS, a previsão inicial do Hits Daily Double (HDD) – site famoso por antecipar com pouca margem de erro os números da indústria musical – era de que de 70 a 80 mil cópias totais seriam vendidas na primeira semana, ainda sem considerar as 11 mil cópias queimadas antes da data correta de estréia.

No dia 3 de abril (sexta-feira), em sua provável última atualização antes da publicação da lista oficial pela Billboard, o HDD não deu os números finais de ‘After Hours’ e ‘CALM’, justificando que a corrida pelo 1º lugar estava muito apertada.

Já no dia 4 (sábado), algumas horas antes da publicação oficial da Billboard 200, o HDD retornou com sua previsão final: ‘After Hours’ pegaria o 1º lugar com 135 mil cópias vendidas e ‘CALM’ ficaria com a 2ª posição com um total de 132 mil unidades comercializadas.

Foi então que, depois da corrida pela venda do maior número possível de cópias do ‘CALM’ e de horas e horas de streaming, uma segunda fase da guerra entre os fãs da 5 Seconds of Summer e a Billboard começou: a revista PRECISAVA reconsiderar as 11 mil cópias perdidas na primeira semana e corrigir a posição do disco, em respeito ao legado da banda e a integridade da lista.

Além de levantar hashtags no Twitter pedindo a recontagem (#BillboardCountThe10K | #BillboardCountThe10KSales #billboardrecalculate | #BillboardDoTheRightThing), a 5SOSFam criou uma petição na esperança de que a previsão do HDD não se confirmasse caso a Billboard optasse por corrigir os seus números finais.

A movimentação contou com o apoio de algumas figuras importantes no universo da banda: Crystal Leigh, a noiva do guitarrista Michael Clifford, Andy DeLuca, diretor criativo da banda, e Sarah Eiseman, fotógrafa e namorada de Andy.

Além deles, alguns veículos publicaram artigos sobre a situação da banda, dentre eles a Rolling Stone (Austrália), a Alternative Press, o The Music Network e a versão virtual do jornal britânico Daily Mail.

No caso dos fãs, as mensagens postadas não eram baseadas apenas na idolatria pela banda. Grande parte delas eram motivadas ainda pelo histórico de artistas como Ariana Grande, Harry Styles e Justin Bieber – citados por eles como cantores que também tiveram seus discos ‘enviados’ mais cedo mas que não foram prejudicados em suas estreias na Billboard 200.

No domingo (5 de abril), a nova edição da parada de discos foi publicada e infelizmente a previsão do HDD foi confirmada: ‘After Hours’ ficou na 1ª posição com 138 mil cópias totais vendidas e ‘CALM’ no 2º lugar com um total de 133 mil unidades. As 11 mil cópias queimadas antes da hora, no fim, fizeram toda a diferença para a 5 Seconds of Summer.

No artigo sobre a atualização da lista, a revista explicou: “‘CALM’ estreou mais cedo na Billboard 200 durante a semana do dia 26 de março, na posição #62, com um total 11.000 CDs vendidos em um combo de ingressos para shows da próxima turnê da banda nos Estados Unidos. Os CDs foram entregues erroneamente aos clientes antes da data correta de lançamento do álbum, 27 de março, devido a um erro administrativo. Os compradores receberam o disco aproximadamente no dia 23 de março. As regras da Billboard determinam como ‘venda de álbum’ a data em que o cliente recebe o disco, durante a semana de acompanhamento das vendas para registro da lista.”

“‘CALM’ é o mais recente álbum a estrear antes da data prevista na Billboard 200 e subir para o TOP 10 após sua primeira semana de vendas. Um exemplo, também recente e memorável, foi quando o disco ‘Anti’ da Rihanna estreou na #27 posição em 2016, após dois dias de streaming no Tidal e um dia de vendas na mesma plataforma. Ele alcançou a #1 posição na semana seguinte, após seu lançamento em todos os revendedores digitais. Antes do ‘Anti’, álbuns também bem colocados como ‘In Rainbows’ do Radiohead, ‘Life After Death’ do Notorious BIG e ‘Destiny Fulfilled’ do Destiny’s Child’s estrearam mais cedo na lista devido a violação das datas determinadas para o início das vendas em lojas de discos (quando a Billboard 200 era baseada apenas em vendas de álbuns físicos) e subiram para o TOP 10 em sua segunda semana na lista.”

Em resumo, para a Billboard o problema não foi causado por eles e por isso também não poderia ser solucionado por eles.

Além dos fãs, do círculo de profissionais e amigos da banda, outro grupo de pessoas não aceitou o posicionamento da revista: alguns radialistas norte-americanos. Após a publicação da nova edição da parada, parte deles se juntou aos admiradores da 5SOS em uma nova rodada de reclamações nas redes sociais:

Até a finalização deste texto, nenhum integrante da 5 Seconds of Summer se manifestou diretamente sobre toda a confusão relatada acima. Luke Hemmings, Calum Hood e Michael Clifford fizeram apenas publicações sobre o apoio dos fãs:

Já Ashton Irwin foi um pouco mais longe e curtiu postagens que mencionam explicitamente a Billboard e a questão da estréia antecipada:

ATUALIZAÇÃO (07.04):

Michael mencionou indiretamente a questão em uma transmissão na Twitch; ele disse que a banda vê a movimentação dos fãs e os agradeceu por isso:

Ashton Irwin publicou um vídeo em seu Twitter pontuando a questão:

Texto: Fernanda Lima (Equipe 5SOS Brasil)
Colaboração: Bárbara Ferrareze, Beatriz Ribeiro, Laís Batista e Larissa Rhouse (Equipe 5SOS Brasil)

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Se há uma época apropriada para um álbum chamado ‘CALM’ ser lançado, ela é agora – e felizmente a 5 Seconds of Summer é a banda que fez isso.

Após o sucesso do single ‘Youngblood’ no verão de 2018, o grupo realizou a enorme turnê ‘Meet You There’ e formulou sua próxima era artística. Liderada pelo lançamento do single ‘Easier’ em 2019, a nova direção seguida pela banda pareceu ser tão cinética quanto os lançamentos de seus álbuns anteriores, incluindo seu álbum auto-intitulado de estréia e ‘Sounds Good Feels Good’. O videoclipe da primeira música de trabalho do novo disco é cheio de suor e mistério, e traz seus integrantes com riffs de guitarra e água – literalmente – até o pescoço. ‘Easier’ pode não ter sido tão próxima de um hino quanto as músicas que deram início a 5 Seconds of Summer, como ‘Good Girls’ ou ‘She Looks so Perfect’, mas provocou os fãs de uma maneira totalmente nova, uma forma pós-boyband.

O segundo single lançado, ‘Teeth’, virou de cabeça pra baixo as posturas tão ‘geladas quanto gelo’ mostradas pelos membros da banda em ‘Easier’; liderada por gritos bem colocados, linhas de baixo agitadas e apoiada em uma bateria bem marcada em toda a sua extensão, ela foi um alarme abrasivo para os fãs da banda se prepararem para a virada trazida pelo seu novo material.

Agora, com seu mais recente álbum ‘CALM’ oficialmente lançado e estreando como número #1 no Reino Unido, a banda está pronta para apresentar aos fãs um novo catálogo cheio de energia. Faixas como ‘Wildflower’ e ‘Not in The Same Way’ se destacam como músicas habilmente escritas que representam os altos e baixos do amor para uma geração lutando por formas de mostrar afeto de verdade. Claramente, nem todas as músicas são tão abrasivas e agitadas quanto ‘Teeth’; ‘Old Me’ ocupa o banco da frente no grupo de faixas de fácil escuta e importante reflexão. O ‘CALM’ é um álbum pouco preocupado em ser apenas uma coisa, e mais preocupado em mostrar as diversas habilidades sonoras e de composição da banda.

‘CALM’ da 5 Seconds of Summer acaba não sendo tão calmo. Ele é tenso, mas sucinto: combina riffs de guitarra sujos, vocais secos, linhas de baixo borbulhantes e letras apaixonadas. É um álbum tão “calmo” quanto a vida pode ser.

Leia a entrevista completa da PAPER com o vocalista da 5 Seconds of Summer, Luke Hemmings, abaixo, onde ele desconstrói o ‘CALM’ e fala sobre como foi produzir as suas faixas.

Hoje tive a chance de sentar e digerir o ‘CALM’ tranquilamente, foi tão bom. Eu tenho todo o tempo do mundo para ouvir as músicas de todo mundo, é incrível.

É quase como se você tivesse tempo demais.

Eu cobri o lançamento de ‘Easier’ no início do ano passado e, por isso, tem sido interessante ver como o ‘CALM’ se desenvolveu deste então. Ele é ‘O ÁLBUM’.

Muito obrigado. Nós lançamos ‘Easier’ há um bom tempo, hein? Saíram um monte de outras músicas desde então.

Sim, ele abriu a era.

É estranho lançar o álbum sem ter o resto da banda na mesma sala e não estarmos viajando pelo mundo juntos, mas também é algo bom. Assim como você, eu consigo digerir esse lançamento de uma maneira muito diferente do que como foi com os outros álbuns. Obviamente, o que está acontecendo é terrível, e não é um bom momento para o mundo em si, mas, ao mesmo tempo, tenho o privilégio de estar em casa e lançar o disco. Ser capaz de absorver tudo e fazer as coisas de uma maneira diferente e ver os pontos positivos nisso tudo.

Parece um ambiente mais controlado? Tipo, você consegue observar as reações dos fãs nas mídias sociais e ainda pode interagir com os outros membros da banda online ou via mensagens de texto? É um pouco mais tranquilo?

É mais tranquilo quase de uma maneira ‘quieta até demais’. Nossas turnês promocionais são bastante pesadas, nós estamos em todos os lugares, o tempo todo, fazendo um monte de coisas. Temos sorte de poder fazer essas coisas. Mas tem sido bom, como você disse, [agora] fazemos um monte de coisas de casa e pensamos no que os fãs gostam. ‘Eles gostam disso?’ E então, conversamos com nossa equipe e a banda no FaceTime ou no Zoom ou o que quer que seja, e pensamos fora da caixa. Embora todo álbum seja lançado para os fãs, parece que dessa vez o foco está mais neles do que nunca.

E o álbum é intitulado ‘CALM’. É quase como uma indicação para que todos fiquem calmos neste momento. É meio estranho como tudo se alinha.

Sim, é meio estranho. Essa é definitivamente uma das formas de olhar para isso.

‘Easier’ foi o projeto que levou à exploração e construção dos temas que moldaram o resto do ‘CALM’?

Bem, existem dois lados, mas no lado da escrita, obviamente, todas as músicas que escrevemos têm um impacto na linha que decidimos seguir. Eu acho que ‘Easier’ foi uma das primeiras faixas [produzidas], mas músicas como ‘Red Desert’, para mim pessoalmente como compositor, moldaram o álbum na parte criativa. Pensando no lançamento, acho que ‘Easier’ e ‘Teeth’ são bastante sombrias, elas representam um lado mais sombrio do álbum. Quando chegamos a ‘No Shame’, senti como se houvesse um lado mais leve e mais completo nessa música, quase como uma vibração irônica. Acho que essa sensação cresceu com ‘Old Me’ e tudo se tornou mais reflexivo, então veio ‘Wildflower’ – que é muito vibrante, o total oposto de músicas como ‘Teeth’; é assim que eu pensaria ao ouvir o álbum.

Entendi.

Eu acho que ‘Easier’ obviamente molda o disco, porque *é* a primeira música [lançada]. Na verdade, nunca lançamos um álbum em que 40% das músicas saíram antes do lançamento do disco. É o que muitas pessoas estão fazendo no momento para fins de streaming e outras coisas. Tem sido realmente, por muitas razões, um lançamento interessante.

Você até já remixou uma música – ‘Best Years’ – para o aplicativo Calm. Eu imagino que ela seja uma das faixas que também moldaram o álbum.

Eu amo essa música. Eu acho que é a mesma coisa. Este álbum tem um lado mais leve e esperançoso, que eu realmente adoro. Acho que estávamos muito sombrios no terceiro álbum e até no segundo, suponho, há muitos momentos sombrios nele. Eu acho que este tem isso. Ele tem esse tom. Não que eu esteja nos comparando com *o* cara, mas existe uma vibração meio Johnny Cash em muitas músicas. Mas também tem essa esperança no final, e acho que ‘Best Years’ é um bom exemplo disso. Eu não sei se é o momento pelo qual estávamos passando [nos outros discos], ou se estávamos com medo, ou achamos que deveríamos ser um pouco mais sombrios – mas esse álbum, ele foi construído de uma forma mais livre. Eu acho que ‘Best Years’ não teria sido uma música certa para o último álbum ou o álbum anterior. Ela foi escrita apenas com um violão e em grande parte do processo éramos apenas eu e Ryan Tedder em uma sala. Ela é um bilhete de amor muito bonito. Ela é quase como uma promessa em uma música: mostre amor.

Uma das diferenças que coloco entre o ‘CALM’ e os álbuns anteriores é que este é mais um álbum para curtir tranquilo. Eu não me levantaria e dançaria o ouvindo, mas eu poderia acompanhar o ritmo das músicas e curtir. Isso é difícil de conseguir com um disco pop.

Algumas das faixas deste álbum gravamos ao vivo como uma banda e, em seguida, escrevemos a música por cima da base, o que explicaria um pouco da sensação de ‘jam’.

Quais?

‘No Shame’, com certeza.

‘Not In The Same Way’ também foi assim?

Ela veio de uma linha de baixo e uma sessão mais descontraída; ‘Teeth’ também surgiu assim, uma sessão tocando sem pretensão e uma linha de baixo, e ‘Lover of Mine’ foi composta em casa. Não tem um padrão. Mas definitivamente teve mais a alma da banda, se isso faz sentido.

Quando eu penso nos álbuns anteriores da banda, parte das letras deles têm esses ‘hinos’ que se destacam e ficam presos na nossa cabeça. Enquanto neste álbum eu diria que a instrumentação é o que mais se destaca, é o que fixa nos nossos ouvidos.

É estranho, agora que você está falando sobre isso, estou aprendendo mais sobre o álbum. Algumas coisas acontecem mas você não pensa sobre elas. Mesmo pensando no disco agora: ele está dividido entre ‘jam’ – eu odeio a palavra ‘jam’, mas é a única que existe para isso – e músicas feitas de forma acústica com a letra sendo escrita depois.

Você se lembra da primeira faixa que vocês se reuniram para escrever para o ‘CALM’?

Eu achava que havia sido ‘Red Desert’, mas acho que ‘High’ foi a primeira faixa escrita para o álbum, o que meio que deu um tom para as composições dele. Então, quando escrevemos ‘Red Desert’ sozinhos, como uma banda, nós entendemos o que queríamos fazer não só liricamente, mas também sonoramente com esses grandes vocais. Isso meio que abriu caminho para outras músicas como ‘Wildflower’.

Vocês tiveram que tirar algumas músicas do álbum que você gostaria de ter deixado?

Geralmente escrevemos 100 músicas para os nossos álbuns. Essa foi a única vez que fizemos de 20 a 25 músicas. Eu acho que é porque entendemos melhor como queríamos soar e sabíamos disso desde o início.

‘Not In The Same Way’ é uma faixa que realmente se destacou para mim. Eu queria perguntar especificamente sobre o processo de produção dessa música e o que significa tê-la no disco.

Sim, essa música foi escrita muito rápido, e foi um dos momentos mais animados no estúdio, eu acho. Eu e Ash estávamos lá, e Andrew tinha essa linha de baixo [imita ruídos de baixo] e então começamos a cantar, fomos seguindo e tudo meio que aconteceu muito rapidamente. Muitas vezes, esse processo é longo e você se sente o pior compositor do mundo, e essa foi uma das ocasiões em que tudo se encaixou rapidamente. Lembro de sair do estúdio depois disso e dizer: “porra, é por isso que eu amo escrever!”

Você tem um buzz.

Esse foi um dia em que o processo pareceu fácil. Se você consegue passar por um desses dias em que está escrevendo e acaba com uma música que você ama, ele se torna um ótimo dia. Essa faixa tem a minha ponte preferida no álbum, porque a ponte obviamente fala de um momento tumultuado no começo de um relacionamento. É sobre o medo de pular de cabeça nele, de nos machucarmos; ela foi escrita da perspectiva feminina. Estou cantando a partir da perspectiva masculina e essa ponte é sobre o outro lado. Há dois lados em toda história. Eu amo [essa] história, na verdade. É muito honesta. Acho que nunca fizemos uma música assim antes.

De onde veio essa perspectiva conversacional, a narrativa e o diálogo na letra?

Bem, é sobre mim e minha atual namorada, e ela é incrível. Talvez por Ashton também estar lá, ele tenha escrito sobre outra pessoa, mas esse é o ponto sobre o qual eu estava escrevendo. Ela é um lindo ser-humano. A letra poderia ser descrita como… quando os piores momentos são escritos no papel, não parecem algo bom. Era muito importante ter o outro lado dos acontecimentos, porque muitos dos erros são meus, sabe? [Era importante] ter uma voz dizendo de volta para mim: “O que você diria sobre isso? O que ela sente por você? O que você fez para causar isso?”

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Ha Long Bae 🥰

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Eu também queria perguntar sobre as apresentações ao vivo desta era. Que músicas vocês já tocaram ao vivo?

Tocamos bastante ‘Easier’. Tocamos muito ‘Teeth’. Tocamos ‘No Shame’ uma vez. Nós ensaiamos muito. Tenho a sensação de que tocaremos essas músicas na turnê, espero. No momento, estamos seguindo, mas espero que as coisas se resolvam e ainda possamos tocar. Haverá muitas coisas do quarto álbum na estrada.

Vocês também tocaram no show beneficente contra os incêndios florestais no mês passado, como foi essa experiência?

Essa foi a primeira vez que tocamos ‘No Shame’. Esse era o show sobre o qual eu estava falando. Quero dizer, voltei [para a Austrália] na época do Natal e vi em primeira mão os efeitos dos incêndios. Eles chegaram muito perto da casa dos meus pais. Felizmente, não a atingiram, mas o céu ficou vermelho e foi um período muito triste. Fazer um show e tocar para uma multidão é algo ‘fácil’, poder fazer isso com esse tipo de poder e positividade por trás, com pessoas se unindo por uma causa tão grande, é algo que fazemos sem nem pensar. Foi realmente especial. Eu sempre quis tocar naquele lugar e, como eu disse, [lutar] por essa causa, foi realmente muito especial. Foi um motivo triste, mas foi um evento muito legal.

Você conseguiu interagir com algum outro artista? Vi que o line-up estava cheio.

Havia muita gente lá. Vi a banda do Alice Cooper na área de alimentação. [Risos] E então eu vi Adam Lambert nos observando na lateral do palco!

Meu Deus, quanta pressão!

Ele estava usando uma jaqueta verde de oncinha, não dava para não perceber ele ali. Ele é incrível pra caralho!

Fonte: Paper Magazine
Tradução/Adaptação: Fernanda Lima (Equipe 5SOS Brasil)

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Conquistando o seu quarto número #1 na ARIA Albums Chart com o disco ‘CALM’, os garotos da 5 Seconds of Summer se tornaram os terceiros artistas australianos a ficarem na primeira posição em 2020. A banda de Sydney também se tornou o segundo grupo da Austrália, depois do Silverchair, a ter seus primeiros quatro álbuns de estúdio estreando em #1 na ARIA Charts.

Ao ser informada sobre seu triunfal nº 1, a banda disse: “Estamos impressionados com a notícia de que nosso quarto álbum, ‘CALM’, alcançou o topo das paradas australianas nesta semana. Ter nossos primeiros quatro discos no 1º lugar em nosso país é tão especial; não conseguimos agradecer aos nossos fãs o suficiente por tornarem isso possível. Obrigado a todos que ouviram o disco esta semana. Esperamos que ele tenha trazido alegria a vocês em tempos tão difíceis. Enviamos todo o nosso amor a todo mundo por aí. Fiquem seguros e bem.”
 
O CEO da ARIA, Dan Rosen, disse: “Parabéns a Ashton, Calum, Luke, Michael e toda a equipe da 5 Seconds of Summer por essa conquista incrível! Conseguir um álbum número #1 é difícil em qualquer momento, mas liderar a ARIA Charts em uma época de tanta incerteza mostra o quanto a música deles significa para os fãs na Austrália. Seu sucesso internacional também prova que nesses tempos de isolamento, a música australiana ainda leva esperança e otimismo a todo o mundo.”
 
Estreias:

#1: ‘CALM’ da 5 Seconds of Summer – A banda de Sydney 5 Seconds of Summer conquistou seu quarto álbum número #1 na ARIA Charts com ‘CALM’. Lançado dois anos depois de ‘Youngblood’ (#1 em junho de 2018), o disco trás os singles ‘Easier’ (#12 em junho de 2019) e ‘Teeth’ (#15 em setembro de 2019), assim como sua nova entrada no TOP 50, ‘Old Me’ (#39 nesta semana). Os dois primeiros nºs #1 da 5SOS vieram com seu disco auto-intitulado de estréia (nº #1 em julho de 2014) e ‘Sounds Good Feels Good’ (nº #1 em novembro de 2015).
 
#2: ‘Future Nostalgia’ da Dua Lipa – Ao lançar seu segundo álbum, ‘Future Nostalgia’, Dua Lipa conquista o melhor pico da sua carreira na ARIA Albuns Chart. O disco chega a lista três anos depois de seu álbum auto-intitulado de estréia (#8 em abril de 2018), que já está a 77 semanas no TOP 50. ‘Future Nostalgia’ inclui os singles TOP 10 ‘Don’t Start Now’ (#2 em dezembro de 2019), ‘Physical’ (#9 em abril de 2020) e o novo single ‘Break My Heart’ (estreando na 7ª posição).
 
#3: ‘Gigaton’ do Pearl Jam – Os veteranos do rock norte-americano Pearl Jam conquistam seu décimo segundo TOP 10 na ARIA Albuns Chart com ‘Gigaton’. O décimo primeiro álbum de estúdio da banda de Seattle é o primeiro desde ‘Lightning Bolt’ (nº 1 em outubro de 2013). Em 2017, o Pearl Jam foi introduzido ao Rock And Roll Hall Of Fame. A banda já alcançou o primeiro lugar com ‘Vs.’ (#1 em outubro de 1993), ‘Vitalogy’ (#1 em dezembro de 1994), ‘No Code’ (#1 em agosto de 1996), ‘Yield’ (#1 em fevereiro de 1998), ‘Binaural’ (#1 em maio de 2000), ‘Riot Act’ (#1 em novembro de 2002) e ‘Backspacer’ (#1 em setembro de 2009).

Confira a lista completa de estreias na ARIA Albuns Charts desta semana aqui

Fonte: ARIA Charts
Tradução/Adaptação: Fernanda Lima (Equipe 5SOS Brasil)

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Além disso, há grandes entradas novas de Skepta/Chip/Young Adz, Pearl Jam e Partynextdoor na parada de álbuns desta semana

A batalha entre a 5 Seconds of Summer e Dua Lipa pelo álbum número #1 desta semana foi muito acirrada; mas a banda de rock australiana foi quem triunfou no apito final com seu novo álbum, ‘CALM’.

O quarto álbum da 5SOS ocupa o primeiro lugar da Official Albums Chart desta semana, terminando apenas 550 unidades à frente de ‘Future Nostalgia’ da cantora Dua Lipa. Este é o segundo disco número #1 da banda no Reino Unido, depois da vitória de ‘Sounds Good Feels Good’ em 2015.

83% do total de vendas de ‘CALM’ em sua semana de estréia veio de cópias físicas, incluindo 12.000 fitas. Já ‘Future Nostalgia’ teve um desempenho uniforme nos formatos físico e de streaming; cada um contribuiu com pouco mais de 40% do total das vendas. Além disso, o álbum conquistou a posição número #1 da Official Vinyl Albums Chart, com 3.000 cópias totais.

Comemorando a conquista, a 5SOS disse ao Official Charts: “Que conquista extraordinária e que verdadeira amostra da base de fãs mais brilhante do mundo. Um álbum número #1 no Reino Unido.”

“Para as pessoas que ouvem a nossa música: é tão difícil descrever a alegria e satisfação que nós temos por escrever músicas para vocês ouvirem e curtirem enquanto trilham as suas vidas. É um prazer estar em uma jornada tão icônica com vocês, ao mesmo tempo em que crescemos juntos, e a nossa música avança por novas áreas da imaginação. No estado em que o mundo se encontra neste momento, nós esperamos que o nosso álbum CALM tenha os trazido alegria e seja uma trilha sonora que estimule o escapismo dos limites dos seus quartos. O CALM foi criado exatamente por esse motivo. Recebam todo o nosso amor. Fiquem bem e continuem apoiando uns aos outros!”

‘Future Nostalgia’ – o segundo disco de Dua – ocupa o segundo lugar da lista e marca o melhor desempenho da cantora na parada britânica até o momento; seu álbum de estréia atingiu a 3ª posição. Ele aparece no TOP 40 desta semana, subindo nove posições até a colocação #19.

O novo álbum colaborativo de Skepta, Chip e Young Adz, ‘Insomnia’, completa o TOP 3 desta semana. A entrada marca o terceiro álbum TOP 10 de Skepta, o terceiro e o primeiro de Chip em nove anos e o primeiro de Young Adz (quarto, se consideramos o seu trabalho no D-Block Europe).

Os gigantes do rock Pearl Jam conquistaram sua nona entrada no TOP 10 com ‘Gigaton’, na 6ª posição; o cantor/produtor canadense Partynextdoor entrou na 7ª posição com seu terceiro álbum, ‘Partymobile’; o greatest hits de Elton John, ‘Diamonds’, subiu nove posições para a 10ª, após o show beneficente feito pelo cantor em sua sala de estar no domingo.

Por fim, o rapper e cantor americano Joyner Lucas entrou na posição #16 com seu álbum de estréia, ‘ADHD’, e Brian Fallon, do The Gaslight Anthem, chegou ao número #32 com seu terceiro disco solo, ‘Local Honey’.

Fonte: Official Charts
Tradução/Adaptação: Fernanda Lima (Equipe 5SOS Brasil)





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