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É sempre difícil escolher apenas um texto para ir ao ar todo domingo, mas eu sempre tento escolher aquele que mais me toca, aquele que eu leio e fico pensando a todo momento ‘tem algo de especial ali’.

De forma geral os textos enviados sempre são carregados de sentimentos e histórias únicas, só tenho que agradecer a cada um de vocês que tira um pouquinho do seu tempo para fazer parte do 5SOSBrasil.

Fiquem agora com o texto da semana, escrito pela Nadine Wegas.

Eu acredito que o jeito como conheci a 5SOS foi deveras banal: eu gostava de One Direction e queria saber mais sobre a banda nova que eles tanto gostavam. Nessa época, eu estava no primeiro ano do Ensino Médio, onde mudei de escola e acabei fazendo novos amigos. Viemos a ser chamados de “The Losers”, ou os perdedores, por nós mesmos e toda a sala.

Eles não tinham lançado quase nenhuma música, era 2013, One Direction estava em seu auge. A 5SOS não tinha um álbum de estúdio e a maioria das músicas que eu baixei eram lives, e eu lembro até que minha favorita era Good Girls Are Bad Girls, que veio a ser Good Girls hoje.

O mais engraçado na história foi que eu não queria virar fã de outra banda para não sofrer do que as pessoas chamavam na época de feels. Então, eu decidi que não gostaria da 5 Seconds Of Summer.

Bom, não deu muito certo.

Eu e minha amiga, a Ana, começamos a gostar muito da banda. Eu apresentei a banda à ela, que disse que era “bem melhor que One Direction”. Eu escrevi várias vezes em um caderno “eu não gosto de 5 Seconds Of Summer”. E ela escreveu bem grande, em cima: GOSTA SIM!. Quem diria que ela estava certa, não é?

O ano passou, eu esqueci um pouco a banda. Ana também. Mas em 2014, muitos problemas começaram a passar pela minha cabeça. Eu me sentia triste, confusa, sozinha. Meu humor ia nas alturas e depois ficava lá embaixo. Eu era uma montanha-russa. O pior foi quando senti alguns sintomas de psicose, e tive que ver uma psicóloga, e então uma psiquiatra. E então um neurologista. Remédios, exames, problemas. Eu não conseguia dormir. E depois, o problema era acordar. Faltei em muitas aulas, tive alguns episódios ruins e os médicos não sabiam me dizer o que eu tinha.

Por algum motivo do destino – eu realmente acredito em destino, e não só por isso – voltei a ouvir a banda, e agora eles já tinham um álbum, primeiro single lançado, estavam fazendo o maior sucesso! Mesmo não conhecendo a banda tão bem quanto hoje, senti um extremo orgulho. Um orgulho que não passou.

Quando eles lançaram o Sounds Good Feels Good, há um ano atrás, eu não achava que ele me descreveria tão bem. Eles iam desde umarelashionship goals (com Safety Pin), passando pelo meu desejo de sair da minha cidade natal (com Airplanes), minhas divagações obscuras e a confusão sobre quem eu sou e quem estaria lá por mim (com Invisible e The Girl Who Cried Wolf) e os conflitos entre meus pais, até o divórcio (com Broken Home). E inclusive eles falaram de uma coisa que eu sabia bem como era: ser um perdedor.

Eles (e as outras bandas que eu comecei a ouvir por causa deles) me ensinaram que ser um perdedor, um rejeitado, um tolo sem esperanças, na verdade não é tão ruim assim. Eu aprendi a ter orgulho disso. E o maior de tudo, me ensinaram que está tudo bem em não estar bem. Que isso é uma coisa completamente normal, e que alguém vai conseguir me ajudar.

A 5SOS me ajudou com seus vídeos engraçados, tweets carinhosos, músicas, e tudo o que eles ofereceram para nós, e por isso eles se tornaram eternos dentro de mim. Eu sei que para algumas pessoas isso pode parecer besteira, mas eles foram uma das bandas que me salvaram. Porque eu faço música e sei que música salva. Arte salva. E é por isso que as pessoas fazem arte.

Eles me deram a vontade de querer ajudar as pessoas do jeito que eles fizeram – sei que foram muitas – e meu sonho hoje é cantar. Eu escrevo músicas desde os oito anos e toco violão desde os doze, escrevo textos e poemas por aí pela internet e a 5 Seconds Of Summer me influenciou muito nas coisas que eu escrevo e componho. Eles realmente tiveram um impacto gigante sobre mim, e sonho em algum dia conhecê-los e até talvez compor algo com eles um dia.

Eu espero que um dia eu possa agradecer à eles por tudo o que eles proporcionaram para mim e para muitas outras pessoas. Enquanto eu não posso, vou escrevendo um texto como esse. Porque as pessoas precisam saber o quanto eles são especiais pra mim. E acho que para você também. Ou talvez chegue a ser.

 

“Meu nome é Nadine Wegas, eu tenho dezoito anos e meu user é esse: @weirdine.

Se alguém quiser ler mais coisas que eu escrevo, eu tenho um blog (uverthinker.blogspot.com) onde eu posto sobre meus dias e divagações e uma conta em uma rede social chamada Medium (medium.com/@theindiepoetry) onde eu posto textos e poemas sobre variados assuntos. Obrigada por ler!”

n.w.

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