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A banda pop-punk reinventa seu som e se afeta prematuramente pelo peso do seu rápido sucesso

3 estrelas de cinco

Por conta de sua ligação eterna com uma angústia pós-adolescência esquisita, o pop-punk não é um gênero que esteja destinado a sustentar uma banda por toda a sua carreira. Por isso, não é surpreendente que no seu terceiro álbum, a 5 Seconds of Summer tenha maturado o som que alavancou o seu sucesso. “Youngblood” mergulha totalmente no pop, se sustentando em uma curva dos anos oitenta e renunciando ao mal-humorado “tô pouco me fodendo” de seus trabalhos antigos.

O álbum começa com seus dois singles principais: a faixa-título meio Fall Out Boy-modernizado e a indescritivelmente cativante “Want You Back”. O resto do disco se aproxima mais do desamor do segundo do que do falso perigo do primeiro. Canções como “Lie to Me”, “Better Man” e “Moving Along” são destaques, cada uma delas é um pop poderoso com grandes ganchos e riffs ainda melhores. O destaque é “Valentine”, co-composta pelo sábio do pop Justin Tranter. O resultado meio gótico/pós-punk com um refrão em que eles cantam sobre “chocolate éclairs” é um presente deliciosamente estranho.

Uma desvantagem do novo som é que os garotos perderam um pouco da coragem que os fez terem sucesso em primeiro lugar. A esquisitice do pop-punk destacou seu bom humor natural, e mesmo que eles tenham certamente crescido como músicos, cantores e compositores nos últimos tempos, ficou faltando um pouco desse jeito bobo.

O fato da 5SOS parecer um pouco afetada pelos últimos anos de fama e vida agitada também não ajuda. Várias músicas refletem sobre quão solitário o estilo de vida festeiro pode ser, o que parece prematuro vindo de um grupo de garotos que estão com menos de 25 anos. Não ajuda que essas reflexões sejam muitas vezes enjoativas e clichês: “Uma casa cheia de tudo o que queríamos/Mas é uma casa vazia/Casa vazia”, eles dizem no primeiro verso de “More”. A ressaca pós-festa de “Woke Up in Japan” é uma versão mais eficaz da mesma mágoa debochada, atingindo um ritmo desinteressante e aperfeiçoando-o na simplicidade da eficiência de uma boa faixa pop.

É muito cedo para uma banda como essa estar esgotada pela extravagância da fama. Mas assim que recuperar parte da sua autoconsciência juvenil, a 5SOS pode estar a caminho de deixar esse novo som levá-la efetivamente a uma nova era da sua carreira.

Fonte: Rolling Stone
Tradução/Adaptação: Fernanda Lima (Equipe 5SOS Brasil)

Publicação feita originalmente no dia 14 de junho.

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