O portal de notícias brasileiro G1 publicou uma curta matéria sobre a banda 5 Seconds of Summer, falando sobre suas influências, seu álbum de estréia e carreira. Confira a publicação na integra abaixo:

Não se engane com o 5 Seconds of Summer. O melhor refrão do grupo australiano, “She Looks So perfect”, exalta a sedução de uma cueca. Não se trata de hit gay. É só a namorada usando a roupa íntima do amado. O clipe tem caras e bocas impúberes, refrão fácil e coros de “hey hey”. Mas não é exatamente uma boy band. Eles mesmos tocam riffs pesados e nervosinhos de guitarra. Para ser punk, porém, falta um mínimo da rebeldia do estilo.

Em resumo, o 5SOS (contração usada pelas fãs) não é nada do que parece, mas se vira como banda pop competente. Eles conseguem levar guitarras de volta às paradas adolescentes dominadas por música eletrônica. Após emplacar o CD de estreia na Austrália e na Europa, o quarteto lança o álbum auto-intitulado no Brasil, com selo de aprovação do One Direction. A boyband inglesa espalha elogios pela internet e já os chamou para abrir shows.

Punk sem agressão e pop sem coreografia

O 5 Seconds of Summer cruza hardcore melódico e boyband ao levar ao extremo as tendências das duas correntes. O subgênero derivado do punk se distanciou tanto da agressividade original que pode passar por pop. Já o pop adolescente pré-fabricado se esforça tanto em mostrar espontaneidade que se finge de rock. A banda australiana faz a festa no meio desse caminho.

Ídolos do pop punk são influência e também parte ativa da gestação do novo monstrinho. Entre os músicos que ajudaram nas composições estão Benji e Joel Madden, do Good Charlotte (“Amnesia”) e Alex Gaskarth, do All Time Low (“Kiss Me Kiss Me”).

A colaboração mais certeira é no hit “She Looks So Perfect”, com o produtor Jake Sinclair. Ele já trabalhou como engenheiro de som de Weezer a Taylor Swift. Jake coloca no lugar certo as guitarras abafadas à Green Day intercaladas com o pegajoso refrão: “Ela parece perfeita parada lá/Vestida com minha cueca da American Apparel”.

Não há nada tão marcante quanto a nova melô da roupa íntima no resto do álbum. Uma maneira de diferenciar as músicas é pelos coros. Tem “ou ou ou” (a sessentista “Don’t Stop”), “ôôô” (“Kiss Me Kiss Me”, que lembra Blink 182, mas com toque eletrônico, para tirar a dúvida se estamos em 2001) e “doo doo doo” (“Good Girls”, com letra que faria Avril Lavigne sorrir a distância: “Garotas boas são garotas más que não foram pegas”).

‘Não quero ser Charlie Sheen’

A música “18” ganha o prêmio de verso mais esperto, ao lado do primeiro hit. “Eu queria ter 18 anos/Para fazer todas as coisas que a gente lê nas revistas/Mas não estou dizendo que quero ser um Charlie Sheen”. O fato é que eles já podem fazer “o que se lê em revistas”. Os músicos já têm entre 18 e 20 anos.

“Heartbreak Girl”, com clipe do início de 2013, dá até alguma razão a quem os considerava uma banda de hardcore melódico. Há vocais menos limpos, mudanças de dinâmica e lamentos emo. “A Long Way Home”, mais cadenciada, lembra a fase em que o Panic! At The Disco viajou que era uma banda psicodélica. Estas talvez evitariam um banho de cerveja em um festival de roqueiros ortodoxos.

A única música mais leve, a balada “Amnesia”, prova que o 5 Seconds of Summer está a um pedal de distorção de virar boy band. O arranjo de cordas e o lamento “as fotos que você me mandou ainda vivem no meu telefone” caberiam sem tirar nem pôr em um CD do One Direction. Sem a fantasia punk, porém, eles perdem a graça. Não é por acaso que esta faixa, single mais atual do 5 Seconds of Summer, ainda não emplacou como “She Looks So Perfect”.

Fonte: G1

26/07/14 | Notícias
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