Bem-vindo a nova economia compartilhada (por boybands).

Quando os membros da One Direction, Louis Tomlinson e Liam Payne tweetaram pra seus parceiros membros da boyband 5 Seconds Of Summer em fevereiro, anunciando para seus milhões de seguidores que os pop-rockers australianos tinham um novo single lançado, observadores casuais podem ter arriscado que era um aval de camaradas íntimos. No final das contas, a 5 Seconds, que foi formada um ano depois do 1D ter sido lançado no X Factor UK, foram representados pela mesma companhia, sediada em Londres, Modest Management, fundada pelo veterano na indústria da música, Richard Griffiths.

Mas as relações entre os dois grupos vão mais afundo. De acordo com múltiplas fontes, a 1D tem uma jogada financeira sobre o 5SOS. No relato de 9 de agosto em um jornal do Reino Unido foi a primeira vez que fizeram a conexão, relatando que os cinco membro da 1D, que também incluem Harry Styles, Zayn Malik e Niall Horan, ganharam uma parte da companhia sediada em Londres, 5SOS LLP. A Billboard, desde então, confirmou que os parceiros registrados listados para a companhia são os quatro membros do 5SOS e a One Mode Productions, que os diretores incluem os cinco membros da 1D, e mais Griffiths da Modest e Will Bloomfield.

De acordo com os documentos arquivados na Companies House em Londres, a divisão se aplica em 120 compartilhamentos: 1D segura 50%, e os empresários seguram os outros 50%. Olhando para as vendas do 5SOS até agora, por instância – 788.000 álbums e EPs e 2.4 milhões de músicas vendidas por download, de acordo com a Nielsen SoundScan – isso significaria 250.000 dólares de ganhos para a Modest e 1D, ou 25000 acrescentados a conta bancária de cada membro da 1D, estima a Billboard. Considerando maiores geradores de receita, como o merchan da banda, a 1D poderia ver retornos ainda maiores.

É claro, isso também significa que os membros da 1D tem um interesse em fazer a banda de pop-rock australiana crescer, o que eles estão fazendo fielmente. Fora os tweets e conhecimentos em público, 5SOS tem se beneficiado de uma turnê internacional de 66 datas ($277 milhões arrecadados desde 25 de abril, de acordo com a Boxscore da Billboard) como banda de abertura da 1D – uma caminhada que tem, como muitos pré-adolescentes talvez tenham notado, começou a fazer o status da 5SOS mudar de ato de aquecimento a co-headliner.

A união é acéfala, disse um dos insiders sobre o arranjo. “O pensamento é ‘Quanto maior esses garotos ficam, mais dinheiro nós fazemos,'” disse à uma fonte. “Eles iam colocar alguém como banda de abertura de qualquer forma, por que não colocar alguém que eles tenham interesse financeiro?” Os líderes da Modest, Griffiths e Harry Magee, que empresariam ambos os grupos, não quiseram comentar, mas em uma entrevista para a Billboard em março, Magee creditou o 1D como “adotantes prévios da 5SOS” explicando que Horan e Tomlinson mostraram a música para o resto da banda, que concordou colocar a 5SOS como banda de abertura para o 1D na turnê deles por arenas.

Chama de o novo compartilhamento da economia, um choro distante do boom das boybands dos anos 90, onde bandas como Backstreet Boys e ‘N Sync eram vistas como rivais. Ambas as bandas foram fazer turnês em arenas e estádios sozinhas, mas é fácil imaginar como o todo teria sido bem melhor se as duas bandas tivessem apoiado uma a outra. “Se eu tivesse as duas [BSB e ‘N Sync], eu sentaria com os dois para uma discussão sobre trabalhar juntas,” disse Johnny Wright, que representava ambas as bandas e ainda empresaria Justin Timberlake. “Donnie Wahlberg, do New Kids on the Block, ele entendeu,” ele acrescetou, se referindo aos $40 milhões arrecadados em 2011 na turnê NKTOBSB, que vimos as duas boy bands na estrada juntas. “Naquela época, tinham criado essa sombra – que essas bandas não gostavam uma da outra, mas a verdade é, quando tudo aquilo começou, eles nem tinham se conhecido. Foi sempre minha visão que o público do ‘NSync e Backstreet Boys poderiam gostar das duas bandas. Ao invés disso, você tinha que ser fã do BSB ou um fã do ‘NSync.”

Hoje, Wright propõe: “Se você vai ter artistas estáveis, você tem que criar uma família. Tire como inspiração o que Berry Gordy fez com a Motown, onde você tinha The Temptation, o Four Tops e o The Supremes, e todas as bandas foram fazer turnê juntas como parte da Motown Revue.” (É claro, contratos de publicação duvidosas eram norma naquele tempo, também.)

Não é mais um segredo obscuro da indústria, a versão moderna de compartilhar modelos é a melhor demonstrada por parcerias como a do Cash Money,, onde Lil Wayne teve um investimento de interesse em Nicki Minaj, e também Justin Bieber “cantando” com a cantora canadense Carly Rae Jepsen para a Schoolboy Records, uma marca dirigida pelo empresário Scooter Braun do grupo Universal Music. Isso fez com que Braun, que levou os mais de 20 milhões de seguidores de Bieber ajudarem a vender 11 milhões de downloads de “Call Me Maybe”, virasse o novo Weezy? Ele pode não ter habilidades no microfone, mas foi uma força pioneira no conceito de bandas investirem uma nas outras (veja: Bieber e Usher), Braun está apenas a procura de mais.

“Música é melhor quando é colaborada, e isso pode ser a arte de fazer música e também fazer marketing dela,” ele diz. “Tem mais do que o suficiente por vir. As pessoas não são limitadas a um único álbum ou uma única banda. Todos nós podemos compartilhar isso juntos.”

Fonte: Billboard

Tradução/Adaptação: 5SOS Brasil

05/10/14 | Notícias , One Direction
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